Odebrecht diz que governo ‘deixava pontas soltas’ em MPs e aumentava ‘custo Congresso’

Em termo sobre tributação de lucros no exterior, discutido com Guido Mantega, o 'Pós-Itália', delator afirma que medidas provisórias envolvia acertos com parlamentares

Beatriz Bulla, Breno Pires, Fabio Serapião, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

12 de abril de 2017 | 17h43

Marcelo Odebrecht. Foto: Reprodução

Marcelo Odebrecht, presta depoimento de delação premiada. Foto: Reprodução

O presidente afastado da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, afirmou em sua delação premiada que o “custo Congresso” aumentava com as “pontas soltas” deixadas pelo governo federal na edição de medidas provisórias (MPs).

“Essa (como várias MPs, não era incomum o governo deixar pontas soltas. E a gente ter que ajustar via relator no Congresso”, afirmou Odebrecht, em seu Termo 31, da delação premiada fechada com a Procuradoria Geral da República (PGR).

“Isso aumentado o custo no Congresso.”

O termo 31 trata do regime de tributação de lucros no exterior/pleito de favorecimento fiscal. Esse é um dos temas que transitou na minha agenda com o Guido.”

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega era um dos interlocutores de Odebrecht com o governo Dilma Rousseff, para acertos de propinas para o PT – identificado nas planilhas secretas do grupo como “Pós-Itália”.

Segundo o delator, no governo federal, o assunto foi tratado com o então ministro da Fazenda Guido Mantega, e no Senado e na Câmara com o senador Romero Jucá (PMDB-RO) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), respectivamente.

 

 

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