Odebrecht abre mão de 15 testemunhas de defesa, inclusive Mantega e Graça

Odebrecht abre mão de 15 testemunhas de defesa, inclusive Mantega e Graça

Ex-executivo, que teve sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal, desistiu de metade das pessoas que havia arrolado inicialmente, sem apresentar motivo

Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fausto Macedo

16 de fevereiro de 2017 | 20h08

Marcelo Bahia Odebrecht, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro

Marcelo Bahia Odebrecht, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro

O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, desistiu de 15 testemunhas que havia arrolado para sua defesa em uma ação penal na Lava Jato, incluindo o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, a ex-presidente da Petrobrás Maria das Graças Foster e o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).

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Os advogados do empreiteiro não apontaram as razões da desistência de metade de todas as testemunhas arroladas no início da ação penal.

Odebrecht fechou um acordo de delação premiada na operação homologado pelo Supremo Tribunal Federal no dia 30 de janeiro.

Das testemunhas iniciais, ele manteve alguns políticos, como a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro Jaques Wagner, e executivos como o ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli e seu pai Emílio.

Das testemunhas que Odebrecht desistiu, 14 já estavam com audiências marcadas para o mês de março. Apenas a audiência de Fernando Bezerra ainda não havia sido agendada.

Em relação a seu pai, Emílio, Marcelo Odebrecht pediu para a audiência dele ser redesignada do dia 9 para o dia 13 de março por meio de videoconferência na Justiça Federal em São Paulo.

Nesta ação, a Procuradoria da República acusa o ex-ministro Palocci de atuar para favorecer a Odebrecht no governo federal e aponta que, graças ao ex-ministro, a empreiteira teria se beneficiado e vencido uma licitação de 2011 para a construção de seis sondas de exploração do pré-sal no valor de R$ 28 bilhões.
Além de Marcelo Odebrecht e Palocci, que respondem por corrupção e lavagem de dinheiro, outros 13 réus respondem a essa ação penal em Curitiba.

Não é a primeira vez que o empresário chama Dilma e Mantega para depor em sua defesa. Em maio ele já havia incluído a petista e o ex-ministro em outra ação penal, mas também acabou desistindo. Na ocasião, ele havia arrolado quinze testemunhas ao todo.

AS TESTEMUNHAS QUE MARCELO ODEBRECHT DESISTIU DE CHAMAR:

testemunhasodebrecht

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