O sonho do imóvel novo não foi deixado para trás por causa da crise

O sonho do imóvel novo não foi deixado para trás por causa da crise

Alex Frachetta*

13 de junho de 2020 | 04h00

Alex Frachetta. FOTO: DIVULGAÇÃO

O atual cenário econômico é preocupante para quase todos os setores do país. Para o mercado imobiliário não é diferente, embora seu poder de recuperação seja muito maior do que se imagina. Digo isso porque o segmento já passou por longas crises e se viu obrigado a se reinventar diversas vezes. Em 2018, por exemplo, nos recuperamos de nossa crise mais recente que havia se iniciado em 2014, originado pelo enfraquecimento na economia nacional. No contexto de pandemia que vivemos hoje, para continuar tocando os negócios de maneira sustentável, empreendimentos e construtoras estão digitalizando seus serviços e fechando contratos online. Sim, muitas pessoas estão comprando imóveis durante a pandemia. E é esse o ponto que eu quero abordar aqui. Por que as pessoas continuam comprando imóveis?

Isso se deve a muitos fatores. Talvez o principal deles seja o fato de que as pessoas estão com o dinheiro guardado, se planejando há anos para esse momento, vale pontuar que para a maioria das pessoas, o espaço entre tomar a decisão da compra e efetuá-la pode demorar meses. Mas, existem outras circunstâncias importantes acontecendo também, como a nova queda histórica da Selic, de 3,75% para 3% ao ano, anunciada pelo Copom, que tem impulsionado muitos brasileiros a conquistarem seu novo imóvel.

Parece que as condições nunca estiveram tão favoráveis. Além da queda da Selic, o Brasil apresenta um cenário de baixa rentabilidade da poupança e da renda fixa, alta volatilidade no mercado de ações e subida dos preços dos imóveis em ritmo abaixo da inflação. Ou seja, para aquela família que planeja adquirir seu apartamento a oportunidade é agora. Para aquele casal que vai financiar seu apartamento, a Caixa Econômica Federal também adiou as prestações em 4 meses. Essa nova onda de possibilidades só estimula, quem já tinha um plano e agora pode tirar do papel.

Também não podemos nos esquecer daqueles que querem aproveitar o momento para adquirir um imóvel como forma de investimento. Segundo estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 28,8% dos brasileiros são proprietários de imóveis e, assim, também podem capitalizar com a locação.

Mas, como comprar um imóvel em meio ao isolamento social? A digitalização do mercado imobiliário já era uma realidade, mas que tomou mais forma após o início da quarentena. E tudo pode ser feito de forma online, desde a busca pelo novo lar, passando pelo tour virtual, que consegue dar dimensões reais do tamanho dos espaços, relacionamento via chat e até o contrato pode ser assinado.

Ao passo que as pessoas pesquisam e procuram novas oportunidades, é possível prever uma perspectiva mais otimista para o segundo semestre. Afinal, não queremos adiar o sonho do imóvel novo e sim, torná-lo possível. A forma como o mercado busca se aquecer é um dos fatores que vai determinar a rapidez da retomada. Pela minha experiência sei que conseguimos criar novos caminhos e buscar formas de estimular os consumidores a realizarem seus objetivos. Afinal, para adquirir um apartamento é preciso planejamento.

*Alex Frachetta, CEO do Apto

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