O que podemos aprender observando a adaptação do setor financeiro ao trabalho remoto?

O que podemos aprender observando a adaptação do setor financeiro ao trabalho remoto?

Wally Niz*

30 de outubro de 2020 | 02h30

Wally Niz. FOTO: DIVULGAÇÃO

A adaptação das empresas ao trabalho remoto – efeito colateral da pandemia, que mudou paradigmas no relacionamento entre as organizações, colaboradores e destes com os clientes – exigiu aprofundamento e disseminação ainda maior do uso da tecnologia em tempo recorde. Isso ocorreu em todas as áreas de atividades, inclusive no setor financeiro, que muitas startups, as chamadas fintechs, estão atuando.

É um segmento de atividade que exige camadas complexas de segurança, por lidar com dados pessoais e sensíveis, resguardados pela Lei Geral de Proteção de Dados.

Com o home office, a quantidade de tentativas de ataques aumentou. De acordo com a IBM, em texto publicado no Estadão, desde o começo da pandemia houve o aumento de 14.000% nas tentativas de spam e phishing – mensagens enviadas por e-mail, SMS e WhatsApp se passando por bancos, que encaminham o usuário para links falsos e furtam seus dados.

A adaptação das companhias desse setor exigiu investimentos em segurança de dados e no maior controle de dispositivos móveis, por exemplo. A inteligência artificial e a análise de dados podem identificar comportamentos fora do padrão que indiquem fraude e reagir imediatamente, protegendo o cliente e a própria instituição.

Há várias ferramentas para garantir a segurança de dados e evitar invasões mal-intencionadas. A adoção de metodologias e políticas de segurança podem ajudar, pois garantem que toda a organização siga as diretrizes necessárias para manter a privacidade e a confidencialidade de informações cruciais. Também podemos citar o firewall corporativo, que atua como uma barreira entre a internet e os servidores privados. Desta forma, reduz a possibilidade de ser alvo de ameaças externas.

Com as possibilidades existentes, boa parte das ameaças é enfrentada automaticamente, sem necessidade de intervenção humana, e dão mais tranquilidade na adoção do trabalho remoto. Nesse sentido, os serviços de gestão de dispositivos móveis são ferramentas imprescindíveis.

Eles proporcionam configurações de acordo com políticas corporativas de segurança da informação, inclusive em relação à LGPD. Os serviços de gerenciamento de dispositivos móveis podem, por exemplo, impedir a instalação de aplicativos, limitar o acesso a sites, restringir a utilização de redes wi-fi não confiáveis, essas são apenas algumas ações que esse tipo de solução pode ajudar, reduzindo possíveis ações de hackers.

O monitoramento desses dispositivos remotos, é útil para a localização de equipamentos perdidos ou roubados. Para casos assim, também é possível “travar” remotamente o uso dos aplicativos instalados.

As soluções estão disponíveis para qualquer tipo de empresa, mas, para o setor financeiro, são imprescindíveis e atingem um grau de resolutividade capaz de não colocar em risco esse tipo de negócio ou os seus clientes.

*Wally Niz é diretor de Marketing e Vendas da Navita

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