O que não fazer ao investir em 2020? Saiba quais erros não cometer

O que não fazer ao investir em 2020? Saiba quais erros não cometer

Augusto Luiz Pellicer*

14 de fevereiro de 2020 | 05h30

Augusto Luiz Pellicer. FOTO: DIVULGAÇÃO

O primeiro mês do ano já se encerrou e com isso fica a reflexão quanto a quais promessas de ano novo ainda devem seguir com projetos e possíveis execuções, e quais outros tantos vão ficar apenas no papel.

O mercado financeiro no nosso país está passando por um momento único, a economia como um todo está desabrochando sob um novo aspecto, que pode ser encarado sob diferentes lentes, como um momento positivo e ao mesmo tempo incerto e volátil. A taxa básica de juros na economia (Selic) permanece em sua mínima histórica, mirando ainda mais uma queda de 4,5% ao ano para 4,25%, de acordo com o relatório Focus (BCB).

A inflação (IPCA) permanece controlada em patamares próximos a 3,5% ao ano. Ainda assim, o desemprego continua em níveis dignos de nota, o crescimento econômico inicia o seu movimento a passos mais lentos do que o esperado, e o cenário político nacional e internacional permanece sendo a pauta das volatilidades dos mercados. E com isso, especialistas respondem todos os dias a perguntas do tipo: Como investir em 2020? Quero mencionar alguns dos erros que não devem ser cometidos ao realizar investimentos nesta nova década.

Evite a presunção da experiência. O cenário que o Brasil está passando é único, seja por conta dos movimentos de mercado ou pela tecnologia envolvida e a velocidade da informação. Sua experiência no mercado financeiro sem dúvida poderá auxiliar muito na tomada de decisão ao investir neste novo ano, porém, saiba que você está muito longe de possuir todas as respostas. Hoje mais do que nunca é imprescindível o aprendizado contínuo, portanto, leia todos os dias as notícias de mercado, informe-se diariamente quanto as novidades relacionadas a regulamentação de novos produtos ou novas formas de se interagir com os mesmos. E caso perceba que essa dinâmica não lhe apetece, saiba se apoiar em quem esteja dentro dessa rotina, seja através de um parceiro de negócios ou assessor de investimentos.

Conhece a ti mesmo, com profundidade. Sim, você já está bem habituado com esse aforismo, talvez não nesse contexto. Diariamente, me deparo com investidores que se julgam arrojados, ou conservadores e que respondem os seus questionários de perfil de investidor como tal, porém, por várias vezes, suas atitudes contrastam do resultado ali apresentado. Caso você tenha um perfil arrojado, compreenda o que ele é: Como você lida com as oscilações negativas em seu patrimônio? Como você encara a volatilidade de uma operação que tem a sua expectativa no longo e não no curto prazo? Você consegue ficar confortável quando o cenário do mercado foge além das análises, estudos e projeções? Reflita quanto a essas questões. E no contraponto, caso você seja conservador e saiba que a taxa de juros está em sua mínima histórica, é possível compreender que não irá receber muito além disso? Entende que quando os noticiários falarem dos recordes positivos ou negativos da bolsa, você estará fora disso? A sua carteira de investimentos será como uma caminhada no parque e isso tem os seus pontos positivos e negativos, mas você deve estar consciente disso.

A zona de conforto e a procrastinação vão tentar lhe manter sentado vendo os centavos crescendo a cada mês na poupança, mas você é maior do que isso. Saiba aproveitar as oportunidades desse momento, não deixe com que os vícios nos investimentos tradicionais, o impeça de alçar voos maiores. Aproveite o dia!

*Augusto Luiz Pellicer, sócio da Monteverde investimentos

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo