O que dizem os alvos do delator

O que dizem os alvos do delator

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado delatou o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) e pelo menos outros 20 políticos em depoimentos à Procuradoria-Geral da República

Redação

15 de junho de 2016 | 15h11

Sérgio Machado. Foto: Marcos de Paula/Estadão

Sérgio Machado. Foto: Marcos de Paula/Estadão

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado delatou o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) e pelo menos outros 20 políticos em depoimentos à Procuradoria-Geral da República.

LEIA O QUE DIZEM OS ALVOS DE MACHADO

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A reportagem também enviou e-mail para a assessoria da JBS e aguarda manifestação.

COM A PALAVRA, MICHEL TEMER

Em toda vida pública, o presidente em exercício Michel Temer sempre respeitou os limites legais para buscar recursos para campanhas eleitorais. Jamais permitiu arrecadação fora dos ditames da lei, seja para si, para o partido e, muito menos, para outros candidatos que apoiou em disputas. É absolutamente inverídica a versão de que teria solicitado recursos ilícitos ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado – pessoa com quem mantinha relacionamento apenas formal e sem nenhuma proximidade.

COM A PALAVRA, RENAN CALHEIROS

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), minimizou a íntegra da delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

“Cita, mas não prova nada”, disse Renan sobre a parte da delação que menciona seu nome. “Todas as doações que recebi de campanhas eleitorais foram legais e com contas prestadas e aprovadas pela Justiça, de modo que eu não tenho nada, absolutamente nada, a temer”, garantiu Renan.

NOTA PÚBLICA DO SENADO

O Senador Renan Calheiros reafirma que jamais recebeu recursos de caixa dois ou vantagens de quem quer que seja. Todas as doações de campanhas eleitorais ocorreram na forma da Lei, com as prestações de contas aprovadas pela Justiça.

O senador não conhece Felipe Parente e nenhum dos filhos de Sérgio Machado. Mesmo se tratando de denúncia em que o depoente afirma ter “subentendido”, o senador está à disposição, uma vez que já prestou dois depoimentos e fará quantos outros forem necessários.

O senador Renan Calheiros jamais credenciou, autorizou ou consentiu que terceiras pessoas falassem em seu nome em qualquer circunstância. Por fim, o senador afirma que não indicou o delator Machado para Transpetro, como afirmou o próprio Sérgio Machado.

COM A PALAVRA, GABRIEL CHALITA

O ex-deputado e ex-secretário municipal de Educação de São Paulo Gabriel Chalita (PDT) divulgou nota afirmando que não pediu recursos ou qualquer tipo de auxílio ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado para sua campanha à Prefeitura paulistana em 2012, época em que era filiado ao PMDB. “Esclareço, ainda, que todos os recursos recebidos na minha campanha foram legais, fiscalizados e aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral”, escreveu Chalita.

COM A PALAVRA, A QUEIROZ GALVÃO

A Queiroz Galvão informa que não comenta investigações em andamento. A Queiroz Galvão informa ainda que as doações eleitorais obedecem a legislação.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DE AÉCIO NEVES:

“Sobre citações feitas em delação de Sérgio Machado.

São acusações falsas e covardes de quem, no afã de apagar seus crimes e conquistar os benefícios de uma delação premiada, não hesita em mentir e caluniar. Qualquer pessoa que acompanha a cena política brasileira sabe que, em 1998, sequer se cogitava a minha candidatura à presidência da Câmara dos Deputados, o que só ocorreu muito depois. Essa eleição foi amplamente acompanhada pela imprensa e se deu exclusivamente a partir de um entendimento político no qual o PSDB apoiaria o candidato do PMDB à presidência do Senado e o PMDB apoiaria o candidato do PSDB à presidência da Câmara dos Deputados. A afirmação feita não possui sequer sustentação nos fatos políticos ocorridos à época.”

COM A PALAVRA, JADER BARBALHO

Citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) chamou Sérgio Machado de “criminoso” e “estrume”. “Eu não leio sobre estrume, que é o que esse criminoso é. Não perco o meu tempo”, afirmou o parlamentar. Barbalho disse ainda que cortou relações com o delator muito antes de ele denunciá-lo na Operação Lava Jato. “Não falo com esse estrume, sou incompatibilizado com essa figura há muitos anos.”

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DE FHC:

“O Presidente Fernando Henrique desconhece os assuntos mencionados na delação de Sergio Machado”.

COM A PALAVRA, A CAMARGO CORRÊA

“A Construtora Camargo Corrêa colabora com a justiça por meio de um acordo de leniência.”

COM A PALAVRA, LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS:

“Eu não trabalhei na campanha de reeleição do Fernando Henrique – muito menos na sua coordenação –  pois estava concentrado na execução da privatização da Telebras; por isto não  faz o menor sentido as observações do delator”

COM A PALAVRA, A UTC:

“A empresa não comenta investigações em andamento.”

COM A PALAVRA, TEOTÔNIO VILELA FILHO:

“O ex-senador e ex-governador Teotonio Vilela Filho repudia veementemente as declarações do senhor Sérgio Machado sobre o PSDB e afirma o seu interesse pelo pleno esclarecimento dos fatos, confiante na ética, na transparência e no compromisso público que sempre pautaram a sua vida política.”

COM A PALAVRA, JORGE BITTAR

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A propósito das notícias veiculadas sobre a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em que cita o meu nome, venho a público esclarecer o seguinte:

1. Nunca tive qualquer contato ou reunião com o sr. Sérgio Machado com o objetivo de solicitar recursos para a minha campanha eleitoral;

2. Todas as doações recebidas por minhas campanhas eleitorais foram feitas de forma legal e devidamente registradas junto à Justiça Eleitoral.

Brasília, 15 de junho de 2016

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