‘O PSOL, de Freixo/Glauber, foi contra criminalizar as milícias’, contra-ataca Moro

‘O PSOL, de Freixo/Glauber, foi contra criminalizar as milícias’, contra-ataca Moro

No Twitter, um dia depois de ir à Câmara para defender a PEC 199/2019 que restabelece a prisão após condenação criminal em segunda instância, ministro da Justiça vai para o confronto com oposicionistas

Fausto Macedo, Pedro Prata e Luiz Vassallo

13 de fevereiro de 2020 | 17h30

Um dia depois de ir à Câmara defender a aprovação da PEC 199/2019, que restabelece a prisão após condenação criminal em segunda instância – medida enterrada pelo Supremo em novembro -, o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) partiu para o confronto com oposicionistas do governo Bolsonaro. Moro atribuiu ao PSOL uma estratégia contra a criminalização das milícias.

“Não gosto deste jogo político. Mas verdades precisam ser ditas. No projeto de lei anti crime propusemos que milícias fossem qualificadas expressamente como organizações criminosas. Propusemos várias outras medidas contra crime organizado. O PSOL,de Freixo/Glauber,foi contra todas elas”, escreveu o ministro em sua página no Twitter.

Deputado Marcelo Freixo. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Na Câmara, Braga referiu-se a Moro como ‘capanga da milícia’, ‘capanga da família Bolsonaro’ e ‘mentiroso’.

“Enquanto seu chefe elogiava as milícias eu fiz uma CPI p/ enfrentá-las. Milícia só foi tipificada como crime por causa da CPI. Você mente p/ tentar tirar o foco da relação do seu patrão com milicianos. Faz isso não que é feio….Você é ministro e deveria se comportar como tal”, disse Freixo, em suas redes.

Na quarta, 12, depois da audiência na Câmara, Moro escreveu a seus 2 milhões de seguidores no Twitter. “Fui à comissão especial da Câmara dos Deputados defender a aprovação da PEC 199/2019 que restabelece a prisão após condenação criminal em segunda instância, essencial para a redução da impunidade e da criminalidade. Uma boa causa é uma causa de todos.”

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ). Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Na Câmara, o ministro disse que ‘impunidade é estímulo à criminalidade’.

Depois da audiência, quem recorreu ao Twitter, foi o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência.

Heleno demonstrava indignação com o tratamento dado a Moro. “Assisti o lamentável diálogo entre o Min Sérgio Moro e o Dep Glauber Braga (PSOL). Ficaram evidentes a competência e educação do qualificado Moro diante do destempero do qualificado(?) parlamentar. A casa dos representantes do povo ñ deveria ser palco de episódios dessa natureza.”

Em seguida, o próprio Moro tuitou. “Sou do tempo em que chamavam-se as pessoas de senhor e senhora e os erros dos outros de equívocos. Usava-se muito por favor ou por gentileza nas frases. Alguns infelizmente, ainda bem que de deputados a absoluta minoria, perderam muito da urbanidade. Grato pela solidariedade Ministro.”

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