O protagonismo das consultorias de relações governamentais em meio à pandemia

O protagonismo das consultorias de relações governamentais em meio à pandemia

André Rosa*

31 de agosto de 2020 | 05h00

André Rosa. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Brasília e São Paulo são polos estratégicos onde estão inseridas grandes consultorias de atuação diária no engajamento e na construção de políticas públicas. Em tempos de pandemia e em meio a uma crise que afeta diversos setores da economia, contratar os serviços especializados é um grande passo para a estratégia de negócios empresariais. Entre os vários benefícios, encontram-se a mitigação de perdas e o monitoramento em tempo real da produção legislativa que pode impactar diretamente nos setores econômicos caso uma Lei passe despercebida.

A consultoria fortalece o institucional da marca de uma empresa nas três esferas de poder, ajudando a ter voz ativa e a influenciar na colaboração de agendas conjuntas que se desdobrarão em ordenamento jurídico. O grande problema é quando o setor empresarial fica desprotegido e desamparado, ou mesmo quando não possui a expertise necessária para atuar legitimamente no processo legislativo.

Nesse sentido, as consultorias especializadas em relações institucionais e governamentais contam com quadros qualificados, em boa parte cientistas políticos, advogados, economistas e profissionais de comunicação. Além do mais, a depender do nicho de mercado, ainda contam com diversos técnicos da agricultura a tecnologia da informação. Tudo para compreender os riscos e oportunidades no âmbito da política brasileira.

Um bom exemplo dessa atuação é frente aos interesses do setor de comércio, um dos mais diretamente impactados economicamente em meio à maior crise sanitária do século. Mas onde a consultoria entraria para ajudar a socorrer essas empresas? Primeiramente atuando de forma legítima ao levantar as discussões e proposições que estão sendo apresentadas no Congresso e, por meio da atuação ética, levar informação e dados estatísticos aos tomadores de decisão.

A atividade de relações governamentais, nesse sentido, além de ser um ato democrático e amparado por Lei, tem ajudado a mitigar as perdas de empregos na pandemia. Não existe democracia sem a atuação das organizações de relações institucionais e governamentais. Profissão essa que, atualmente, faz parte da Classificação Brasileira de Ocupações – CBO.

Muitas consultorias adotam a prática da informação personalizada em tempo real, o que permite ao seu núcleo de clientes se antecipar e estudar os melhores cenários e ações no âmbito político. É fato que política e economia não se dividem, mas sim andam juntas. E para que essa junção não se torne um eminente risco diário, ter uma consultoria especializada é um excelente negócio, pois além de minimizar riscos, ela pode abrir diversas oportunidades em um horizonte complexo que é o ambiente de relações governamentais.

Empresas do mundo inteiro e grandes corporações veem com bons olhos ter uma segurança jurídica, econômica e política legítima para garantir que todos os segmentos da sociedade sejam ouvidos e que uma democracia muito mais harmônica e socialmente justa seja alcançada.

*André Rosa é cientista político pela UnB, especialista em relações governamentais pelo Ibmec e mestrando em psicologia política pela UCB

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