‘O procedimento será o normal’, afirma procurador sobre campanha do PT

‘O procedimento será o normal’, afirma procurador sobre campanha do PT

Rodrigo Janot, sabatinado no Senado, diz que 'ainda não viu' conteúdo de representação do ministro Gilmar Mendes para investigar supostos ilícitos na reeleição de Dilma

Redação

26 de agosto de 2015 | 14h57

Foto: André Dusek/Estadão

Foto: André Dusek/Estadão

Por Fausto Macedo, Julia Affonso, Talita Fernandes, Beatriz Bulla e Ricardo Brito

O procurador-geral da República Rodrigo Janot, em sabatina no Senado nesta quarta-feira, 26, afirmou que ‘dará o encaminhamento necessário’ à representação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigação sobre supostos atos ilícitos na campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2014. Janot disse que o documento chegou à Procuradoria-Geral ‘ontem ou anteontem’.

“Não tive acesso ainda, não tive condições de ver o conteúdo. Eu estava me preparando para a sabatina”, disse o procurador, que busca recondução à cadeira de número 1 do Ministério Público Federal.

“O procedimento será o normal numa investigação”, assegurou Rodrigo Janot.

Na sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes pediu a abertura da investigação. Em despacho à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal, o ministro indica “potencial relevância criminal” na campanha petista.

Mendes se baseou em informações da Operação Lava Jato para sustentar que a campanha foi supostamente financiada com recursos da Petrobrás. Por ser uma empresa de capital misto (recursos públicos e privados), a petroleira é vedada de financiar campanhas eleitorais.

Mendes lança suspeita de que houve uso de recursos publicitários para financiamento da campanha, o que é vedado pela legislação. Ele citou a a delação premiada do lobista Milton Pascowitch, que afirmou a investigadores que parte dos recursos de propina teria sido repassada a pedido do então tesoureiro do PT João Vaccari Neto, hoje preso na Lava Jato.

Gilmar Mendes já havia determinado um levantamento para mostrar doações ao PT por empreiteiras que são alvo da Lava Jato.

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