O primeiro embate no Tribunal da Lava Jato

O primeiro embate no Tribunal da Lava Jato

Julgamento de Lula no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região começa com intervenção do advogado Cristiano Zanin Martins, defensor do ex-presidente

Ricardo Brandt, enviado especial a Porto Alegre, Luiz Vassallo e Julia Affonso

24 Janeiro 2018 | 08h54

Foto: Reprodução da transmissão ao vivo pelo canal de Youtube do TRF-4

O julgamento do recurso ex-presidente Lula contra sua condenação no Tribunal da Lava Jato nesta quarta-feira, 24, se iniciou com uma interrupção do advogado do petista para questão de ordem. Cristiano Zanin Martins pediu para falar por último e questionou o fato de que os réus condenados colaboradores, como executivos da OAS, corroboram com a tese do Ministério Público. Segundo o advogado, respeitando o ‘princípio da paridade’ a defesa do petista deveria ter mais tempo para falar. Lula recorre contra condenação a 9 anos e 6 meses proferida pelo juiz federal Sérgio Moro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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“Peço à vossa excelência que defira prazo igual à defesa ao tempo que serão sustentadas as teses. Ou seja, se será 30 minutos, mais 15, ou um réu que aderiu a tese de acusação, a defesa pede um praz de uma hora”, afirma o advogado, que ainda pediu para falar por último sob o argumento de que a maior parte da sentença se refere ao seu cliente.

O presidente da 8ª Turma, Victor Laus, responsável por julgar apelação de Lula, acolheu o pedido para a defesa de Lula falar mais, mas permitiu que os defensores do ex-presidente sejam os últimos, entre os advogados, a falar.

Esses pleitos podem atendidos de maneira que as falas das defesas começarão pela defesa de Agenor Medeiros, depois, Fernando Fernandes, pela defesa de Paulo Okamotto depois, Cristiano Zanin Martind falando pelo ex-presidente Lula todos com prazo de 15″, concluiu.

Inconformado com a pena de 9 anos e 6 meses de prisão imposta pelo juiz federal Sérgio Moro, o ex-presidente recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, a Corte de apelação da Lava Jato. Ele nega ser dono do imóvel do Guarujá, que é visto pelo magistrado, em sentença de julho de 2017, como propina de R$ 2,2 milhões da empreiteira OAS.

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