O prêmio é a paz

O prêmio é a paz

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio*

21 de dezembro de 2020 | 10h40

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio. FOTO: DIVULGAÇÃO

Andrew Jackson, o 7º presidente dos Estados Unidos, empregou o poder executivo que exercia e removeu, em 1833, todos os fundos federais do Segundo Banco dos Estados Unidos (banco nacional do país).

Um banco nacional (o primeiro) foi criado por George Washington e Alexander Hamilton, em 1791, para servir como repositório central de fundos federais. O Segundo Banco dos Estados Unidos foi fundado em 1816.

As decisões do Segundo Banco, administrado por um conselho de administração vinculado à indústria e à manufatura, eram tendenciosas para os estados urbanos e industriais do norte, comprometendo a expansão nos territórios ocidentais.

Falta de financiamento do Segundo Banco para expansão nos territórios ocidentais, incomum poder político e econômico do banco e falta de supervisão do Congresso contribuíram para a decisão tomada por Jackson.

Abraham Lincoln, o 16º presidente dos Estados Unidos, empregou o poder executivo que exercia e expandiu o Insurrection Act, em 1861, para formar a base legal para travar a Guerra Civil. Venceu a guerra e fortaleceu a União.

A eleição de um antiescravista do norte como presidente levou muitos sulistas à beira do abismo. Quando Lincoln tomou posse, sete estados do sul haviam se separado da União e formado os Estados Confederados da América.

Durante a guerra, Lincoln foi criticado por suspender algumas liberdades civis, incluindo o direito de habeas corpus, mas considerou tais medidas necessárias para vencer a guerra.

Winston Leonard Spencer-Churchill, primeiro-ministro britânico por duas vezes, empregou o poder executivo que exercia para impedir a ameaça de invasão representada pela Alemanha liderada por Adolf Hitler.

Sob a liderança de Churchill, o Reino Unido travou guerra contra uma tirania monstruosa com o objetivo de vitória a todo custo, vitória apesar de todo terror, vitória, por mais longa e difícil que seja a estrada.

Levando em consideração as políticas dos Estados Unidos nos últimos quatro anos, e os efeitos delas para os interesses chineses e russos, e secundariamente iranianos e venezuelanos, parece estar chegando o momento de definições.

Pela quantidade de guerras sem fim que a atual administração dos Estados Unidos terminou, desde 20 de janeiro de 2016, e considerando a quantidade de soldados americanos que voltaram para casa, o prêmio é a paz.

*Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio, advogado

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