O pedido de Eduardo Cunha por liberdade

Defesa de ex-presidente da Câmara, preso desde outubro de 2016 pela Lava Jato, protocolou na Justiça Federal pedido de revogação de ordem de prisão, após depor a Moro

Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Beatriz Bulla, enviada especial a Curitiba

08 de fevereiro de 2017 | 19h29

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Ao pedir revogação da ordem de prisão que pesa contra o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), seus advogados alegaram que ele ‘não exerce mais cargo público’ e não tem relacionamento com ‘as empreiteiras investigadas’.

O pedido foi entregue ao juiz federal Sérgio Moro, que mandou prender Eduardo Cunha em outubro de 2016 na Operação Lava Jato.

Nesta terça-feira, 7, o peemedebista foi interrogado por Moro na ação penal em que é acusado de recebimento de US$ 5 milhões no âmbito de um contrato da Petrobrás na África.

Ao fim de audiência, Eduardo Cunha pediu a Moro que lhe devolva a liberdade. Alegou que tem aneurisma, ‘igual ao da dona Marisa’ – a mulher do ex-presidente Lula morreu vítima de um Acidente Vascular Cerebral na sexta-feira, 3.

“A segregação preventiva do requerente (Cunha) perdura aproximadamente quatro meses e a instrução processual já está encerrada”, argumentam seus advogados, os criminalistas Marlus Arns, Rodrigo Sánchez Rios, Luiz Gustavo Pujol e Mariana Michelotto.

 

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