O papel dos robôs colaborativos no mercado de trabalho

O papel dos robôs colaborativos no mercado de trabalho

Denis Pineda*

06 de abril de 2021 | 03h30

Denis Pineda. FOTO: DIVULGAÇÃO

O ambiente corporativo mudou muito nos últimos anos. E a tecnologia, por sua vez, tem sido uma das grandes responsáveis por toda essa transformação. Isso porque as indústrias estão utilizando diferentes soluções para automatizar alguns processos que foram executados por muitos anos de maneira manual e sem grandes atualizações, agora modificados com a introdução de inteligência artificial, machine learning, internet das coisas e os robôs colaborativos. Mas, ao mesmo tempo que elas oferecem diversos benefícios para as empresas, elas também abrem o precedente para muitas dúvidas, principalmente no que se refere ao futuro do trabalho.

Quando tratamos desse assunto, é inevitável pensar que os robôs vão substituir a mão de obra humana. Mas, na verdade, isso não vai ocorrer porque existem muitas áreas dentro de uma companhia que precisam da figura humana e de suas habilidades para desempenhar determinadas atividades.

De acordo com o relatório The Future of Jobs, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, 38% das empresas entrevistadas esperam estender sua força de trabalho a novas melhorias e funções. E mais de um quarto delas acham que a automação fará com que novas funções sejam criadas nessas companhias. Em contrapartida, o relatório mostra também que 75 milhões de empregos poderão ser substituídos, causando assim uma mudança radical e positiva dentro das empresas.

Isso porque com a adoção de novas tecnologias na rotina produtiva dos funcionários, que antes ocupavam funções perigosas, repetitivas e pouco satisfatórias, podem deixar essas atividades sob responsabilidade das máquinas e dos robôs colaborativos, mas não significa que eles serão desligados totalmente das companhias.

Muito pelo contrário. Eles simplesmente terão a oportunidade de realizar tarefas que devem ser feitas de forma mais estratégica, com criatividade, e assim terão maior valor agregado. Dessa maneira, o nível de exigência será cada vez maior para esses profissionais, principalmente porque as máquinas realizam o mesmo trabalho com agilidade e rapidez. Mas, em muitos casos, elas poderão ser usadas como um braço direito e de forma complementar ao que é feito pelas pessoas.

Dessa forma, os robôs poderão realizar tarefas repetitivas, e que expunham as pessoas a situações de risco ou não ergonômicas de forma muito eficiente, com alta precisão e diligência, pois os cobots efetuam movimentos com precisão de centésimos de milímetros.

Além desses pontos citados acima, é importante destacar que uma das principais dificuldades enfrentadas pelas empresas é permanecer sempre a frente dos seus concorrentes e oferecer vantagens competitivas, seja por meio da qualidade dos produtos, alta produtividade ou custos mais baixos. Nesse caso, a robótica tem se provado como um gerador de reinvestimentos a longo prazo que levam ao crescimento, segundo pesquisa realizada na Espanha com 1.900 empresas de 1990 a 2016 as empresas que investiram em robótica tiveram mais de 40% de crescimento em número de postos de trabalho ante uma queda de mais de 20% na comparação com as empresas que não investiram em robótica.

Diante desses insights, podemos afirmar que o mercado de trabalho está mudando muito e as pessoas precisam se adaptar a esses novos formatos e tecnologias. Por isso, é muito importante destacar que o ambiente ideal será aquele capaz de unir a consciência humana com a inteligência dos robôs colaborativos. Pense nisso!

*Denis Pineda é gerente regional da Universal Robots na América Latina

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