O papel do desenvolvedor no mercado de trabalho

O papel do desenvolvedor no mercado de trabalho

Daniel Kriger*

09 de dezembro de 2020 | 03h15

Daniel Kriger. FOTO: DIVULGAÇÃO

A dedicação do profissional de Tecnologia da Informação (TI), especialmente de um desenvolvedor, está no nosso e-mail, no site de empresas e notícias, nas lojas virtuais, nos aplicativos, nos jogos e nas aulas online. Todas essas tecnologias são desenvolvidas a partir de muitos códigos e linguagens. Com a rápida necessidade de digitalização por conta da pandemia, as companhias passaram a intensificar as buscas por profissionais de TI cada vez mais qualificados.

Um levantamento da rede social LinkedIn comprova essa alta demanda, revelando que nove dos 10 cargos mais procurados no Brasil, entre junho e julho deste ano, estão voltados para a área de tecnologia. As ocupações foram engenheiro de software, arquiteto de software, engenheiro de software Java, analista de software, desenvolvedor.NET, desenvolvedor front end, especialista em software, desenvolvedor Javascript e engenheiro mobile.

O LinkedIn também listou as soft skills [habilidades comportamentais] mais desejadas pelas empresas e a comunicação liderou o ranking como a principal exigência, seguida da resolução de problemas. Para qualquer profissional são habilidades imprescindíveis, pois é por meio da comunicação que lidamos com as outras pessoas. No dia a dia do trabalho, nenhum colaborador está sozinho, há toda uma equipe envolvida, e para resolver complicações é preciso chegar a um consenso.

No entanto, esse trabalho não se resume a apenas encontrar uma solução junto à equipe. Muitas vezes, quando o ‘dev’ [do inglês ‘developer’] estiver ‘codando’, será necessário quebrar as dificuldades em outras menores, além de usar muito de lógica e saber priorizar o que é mais importante. Para tanto, é preciso disposição para ‘aprender a aprender’, isso porque o mercado de TI muda constantemente, com atualizações de programas, novas linguagens e recursos, exigindo aprimoramento contínuo.

Também é importante ser perseverante, especialmente com programação, pois, em um projeto, dificuldades vão surgir, com centenas de ‘bugs’ e entraves. Ao vencer isso todos os dias, sem dúvida, o desenvolvedor vai refinar a capacidade de persistir. Essas habilidades ajudam na construção de um pensamento estruturado e uma nova perspectiva que, quando transferidas para o repertório cerebral, poderão ajudar até com outras situações do cotidiano.

Com a devida qualificação e o aperfeiçoamento dessas soft skills desejadas pelos recrutadores, o desenvolvedor terá o seu lugar no mercado de TI, que é amplo e está em pleno crescimento. Segundo a consultoria McKinsey & Company, até 2030, a expectativa é de duas milhões de vagas envolvendo tecnologia, por isso, vale cada segundo de dedicação, estudo e desenvolvimento pessoal para começar, seguir e investir nessa carreira, ou mesmo migrar para ela.

*Daniel Kriger é cofundador e CEO da Kenzie Academy Brasil

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