O papel da logística na pandemia é salvar vidas

O papel da logística na pandemia é salvar vidas

Eric Brenner*

04 de maio de 2021 | 10h30

Eric Brenner. FOTO: DIVULGAÇÃO

Desde o início da produção das primeiras vacinas contra a Covid-19, no final do ano passado, o setor logístico recebeu uma incumbência vital: transportar, com segurança, celeridade e precisão, bilhões de doses e insumos, assim como equipamentos de ponta para hospitais e profissionais da saúde.

De maneira contínua, a demanda por suprimentos médicos só fez aumentar e, no momento, o desafio é produzir doses suficientes para imunizar a população global, algo como 7,7 bilhões de pessoas.

O processo de desenvolvimento da vacina contra a Covid-19 em apenas um ano é excepcional, haja vista que, historicamente, elas costumam ser instituídas no mercado entre cinco anos e 20 anos.

Conforme os laboratórios avançavam na fabricação, coube à logística, um setor igualmente impactado pela pandemia, empreender um esforço sem precedentes de distribuição da vacina (e seus correspondentes), seja por avião, navio ou caminhão.

Com as primeiras autorizações de uso entrando em vigor no quarto trimestre de 2020, os provedores de logística foram provocados a estabelecer uma cadeia de suprimentos médicos em passo acelerado: são 10 bilhões de doses em todo o mundo, incluindo regiões com infraestruturas menos desenvolvidas, onde vivem cerca de 3 bilhões de pessoas.

Planejamento logístico

Com dezenas de milhares de novos casos diários de Covid-19 e taxas de mortalidade em alta em várias regiões do globo, entre elas, o Brasil, o trade logístico engata em 2021 um movimento único em sua história, em que cooperação e parceria serão essenciais.

Está claro que nenhum provedor de logística sozinho pode cumprir globalmente a tarefa da distribuição de vacinas. Nosso trabalho, portanto, é contribuir para leva-la aonde ela for urgentemente necessária.

Porque a vida não pode esperar.

Vacinas são itens de alto valor agregado, extremamente sensíveis e os requisitos de controle de temperatura adicionam uma camada extra de complexidade a este desafio.

Torna-se fundamental uma parceria entre os setores público e privado para compreender as experiências locais bem-sucedidas e quais os recursos para fornecer serviços mais abrangentes – até mesmo para não haver atrasos no processo alfandegário.

É uma oportunidade rara de união de toda a cadeia.

Segurança em primeiro lugar

Importante lembrar que essa cuidadosa e rápida operação logística começou bem antes da fabricação das vacinas, quando as empresas do setor seguiram à risca os protocolos das autoridades oficiais – tanto das organizações internacionais, quanto das autoridades de saúde locais.

Estou convicto de que, nesta pandemia, os serviços de logística desempenham um papel decisivo – o de salvar vidas –, seja enviando equipamentos médicos de emergência e suprimentos para profissionais de saúde, seja na entrega de bens de primeira necessidade a clientes particulares ou encontrando soluções para as empresas seguirem com suas operações.

Conectar pessoas e melhorar vidas é a nossa missão e agora fazemos isso disponibilizando a vacina para o maior número possível de pessoas.

Esta responsabilidade nos pertence.

*Eric Brenner, CEO para DHL Global Forwarding Brasil

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