O novo normal

O novo normal

Márcio Massao Shimomoto*

19 de julho de 2020 | 08h05

Márcio Massao Shimomoto. FOTO? DIVULGAÇÃO

Estamos vivendo uma situação bastante peculiar e que certamente vai ocupar páginas da nossa história. A economia encontra-se fragilizada por conta da pandemia, destaco o Estado de São Paulo, que desde 24 de março, manteve apenas serviços essenciais abertos ao público, começando só agora, quase 4 meses depois, a reabrir outros comércios e serviços. A paralisação foi geral em todo país, aliás no mundo todo.

Serviços como cabeleireiros, academias, bares, restaurantes, lojas de produtos não essenciais, shoppings, lazer, eventos entre outros, tiveram as atividades suspensas. Neste período, estas empresas perderam faturamento, e com a retomada gradual das atividades terão que fazer um esforço redobrado para se restabelecerem.

De imediato as empresas buscaram soluções para manter as operações de suas empresas, como o home-office, um estilo de trabalho que obrigou gestores e colaboradores a se ajustarem da noite para o dia. Vale ressaltar que este estilo de trabalho exige planejamento e já é previsto que a maioria das empresas o adotem de forma definitiva ou parcial daqui para frente. E surge uma questão importante que deve ser repensada: até que ponto será saudável para os colaboradores o fim do convívio organizacional?

O governo disponibilizou medidas de ajuda econômica para micro e pequenas empresas, visando resguardar empregos, pagamentos de salários e o caixa. Outra medida foi o adiamento de tributos como PIS, PASEP, Cofins, Simples Nacional e FGTS sem juros e mora, no período de três meses. Para dar fôlego financeiro às empresas, os bancos prorrogaram de 60 para 180 dias os vencimentos de dívidas, isto para os adimplentes e com contrato já vigentes. De imediato, estas ações trouxeram um alívio, mas com as atividades suspensas e uma economia incerta, fica a dúvida de como superar esta crise.

Os empresários, diante das exigências do governo para contrair financiamentos e como contrapartida não dispensar seus funcionários, decidem abrir mão deste financiamento, pois existe a dúvida de como manter uma folha de pagamento se a empresa tem um baixo faturamento. Então, surge a necessidade de inovação, seja com a criação de um novo produto, a criação de um método de produção ou comercialização e até a abertura de novos mercados.

Os empresários devem buscar soluções para garantir a sobrevivência dos seus negócios e claro manter o emprego de seus colaboradores, afinal já estamos com um alto índice de desemprego no país e cogita-se o aumento deste número até o final deste ano, estima-se em 13,8 milhões de desempregados.

Importante mencionar que as empresas contábeis também sofreram reflexo negativo com a pandemia, é um momento difícil de conciliar custos e benefícios. As empresas contábeis têm papel fundamental neste cenário, buscando soluções e estratégias cabíveis para cada negócio, e claro minimizando ao máximo os prejuízos causados pela pandemia. A carga tributária brasileira é um fator que causa um peso muito grande para as empresas, tornando essencial um planejamento eficiente, momento que a presença de um contador é vital para os negócios. 

Este momento de muita cautela para as empresas, a necessidade   de ações corretas e imediatas são primordiais, estamos iniciando o “novo normal”, um novo padrão que possa garantir a sobrevivência das empresas. Tudo passa!

*Márcio Massao Shimomoto, CEO da King Contabilidade e presidente do Instituto Fenacon

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