O Mapa da Mina

O Mapa da Mina

Leia a decisão da juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que deflagrou a etapa 69 da Lava Jato na manhã desta terça, 10, para investigar supostos repasses dos grupos Oi/Telemar e Vivo/Telefônica para empresas ligadas so empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente Lula

Pepita Ortega e Fausto Macedo

10 de dezembro de 2019 | 11h43

Gabriela Hardt. Foto: Reprodução

A 69ª fase da Operação Lava Jato, a ‘Mapa da Mina’, foi desencadeada na manhã desta terça, 10, a mando da juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Em decisão de 38 páginas a magistrada determinou a realização de buscas em face de nove pessoas físicas e 21 empresas para investigar supostos repasses financeiros que teriam sido realizados pela Oi/Telemar e pela Vivo/Telefônica em favor de empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas pelo filho mais velho do ex-presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pelos irmãos Fernando Bittar e Kalil Bittar e pelo empresário Jonas Suassuna.

“De qualquer forma, as extensas e detalhadas manifestações acostadas aos autos indicam a existência de fortes inícios da prática de crimes como os de corrupção, tráfico de influência, pertinência a organização criminosa e lavagem de dinheiro.”

Documento

COM A PALAVRA, O GRUPO GAMECORP/GOL

A reportagem busca contato com a Assessoria de Imprensa da empresa. O espaço está aberto para manifestações.

COM A PALAVRA, A OI

“A Oi informa que atua de forma transparente e tem prestado todas as informações e esclarecimentos que vêm sendo solicitados pelas autoridades, assegurando total e plena colaboração com as autoridades competentes.”

COM A PALAVRA, A VIVO

“A Telefônica informa que a Polícia Federal está hoje em sua sede, em São Paulo, buscando informações a respeito de contratos específicos de prestação de serviços realizados. A empresa está fornecendo todas as informações solicitadas e continuará contribuindo com as autoridades. A Telefônica reitera seu compromisso com elevados padrões éticos de conduta em toda sua gestão e procedimentos.”

COM A PALAVRA, O GRUPO MOVILE

“O Grupo Movile preza pela transparência em sua atuação e está cooperando com as investigações do Ministério Público Federal do Paraná, fornecendo todas as informações solicitadas. A empresa não é o alvo principal da investigação e trabalha em total colaboração com as autoridades. A Movile esclarece ainda que, diferentemente do citado no primeiro comunicado oficial emitido pelo MPF-PR, não pertence ao grupo Telefônica/Vivo. Somos um ecossistema brasileiro de empresas de tecnologia, com atuação global.”

COM A PALAVRA, A DEFESA DE LULA

“As referências feitas ao nome do ex-presidente Lula na data de hoje pela Força Tarefa da Lava Jato de Curitiba são totalmente descabidas e refletem a atuação parcial de seus membros.

O tema que serviu de base para tais referências já foi objeto de ampla investigação realizada pela Polícia Federal de São Paulo, que foi concluída em 16 de abril de 2012, com a elaboração de relatório de arquivamento. Ou seja, a investigação – conduzida por órgão policial definido à época pelo STJ com base nas regras de competência – não identificou a prática de qualquer crime.

O assunto também foi objeto de apuração em inquérito civil público, que foi igualmente arquivado pelo Ministério Público Federal de Brasília em pronunciamento emitido em 09 de novembro de 2010 e confirmado em 05 de agosto de 2012 5ª. pela Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal.

Ou seja, os órgãos do Estado competentes para promover a análise e a investigação do assunto já atuaram e concluíram de longa data que Lula e seus familiares não cometeram qualquer ato ilícito. A Lava Jato de Curitiba escondeu essa situação e buscou criar vínculos artificiais de competência apenas para dar continuidade à perseguição ilegal contra Lula, que sempre foi por nós demonstrada e que foi reforçada pelas mensagens divulgadas pelo portal The Intercept e por diversos outros veículos de imprensa.

A situação torna ainda mais urgente que o Supremo Tribunal Federal analise a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, que capitaneou a perseguição contra Lula e sua prisão ilegal, e também dos procuradores da Lava Jato de Curitiba, que continuam agindo sem a observância dos preceitos da impessoalidade, da legalidade e da imparcialidade para criar um cenário de culpa artificial contra Lula e seus familiares, em clara prática de lawfare.”

COM A PALAVRA, A DEFESA DE LULINHA

A reportagem busca contato com os advogados da defesa de Fábio Luís Lula da Silva. O espaço estaá aberto para manifestação. (pedro.prata@estadao.com) (pepita.ortega@estadao.com)

COM A PALAVRA, OS OUTROS INVESTIGADOS

A reportagem busca contato com os advogados dos outros investigados. O espaço está aberto para manifestações.

 

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