‘O mais importante era mandar aquela mensagem de onde o ministério se posiciona’ diz Moro sobre pacote anticrime

‘O mais importante era mandar aquela mensagem de onde o ministério se posiciona’ diz Moro sobre pacote anticrime

O Ministro da Justiça e Segurança Pública afirma que avanço das medidas no Congresso daria às pessoas 'uma resposta aquilo que elas esperam'

Pepita Ortega

01 de abril de 2019 | 14h10

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro durante o evento “Estadão Discute Corrupção”. Foto: Felipe Rau/Estadão

O ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) disse nesta segunda, 1, que o pacote anti crime que levou ao Congresso ‘incrementa efetividade’ no combate ao crime organizado, à corrupção e aos crimes violentos.

Para ele, porém, o mais importante era marcar a posição do Ministério de Justiça com relação à corrupção. “Às vezes o governo tem que mandar uma mensagem e ser uma liderança nesse processo de alteração. É o que as pessoas esperam das autoridades”, afirmou o ministro durante o evento “Estadão Discute Corrupção”.

O magistrado considera que uma das grandes falhas dos governos anteriores, pelo menos desde o surgimento dos grandes escândalos de corrupção, é que ‘não houve melhoria legislativa em relação a essa área’.

A ideia do pacote anti crime, segundo Moro, é apresentar medidas eficazes e pontuais contra crimes violentos, crimes organizados e a corrupção. O avanço dessas medidas daria às pessoas ‘um alento, uma resposta aquilo que elas esperam’.

O ministro mencionou conversas com parlamentares e as idas ao congresso e afirmou que sente receptividade. Moro acredita que o projeto será aprovado, ainda que modificado ou aprimorado. “Sinto que existe um clima positivo. Claro que o tempo vai dizer e as decisões pertencem ao congresso, mas com diálogo com respeito nós podemos ir adiante.”, colocou.

Moro destaca que o pacote anti crime entra dentro de uma estratégia mais ampla. Ele menciona o reforço na polícia federal e a criação da secretaria de relações integradas, mais direcionada ao crime organizado. Segundo o magistrado, o ministério também planeja investimentos em investigação e tecnologia.

O ministro reconheceu os avanços no combate à corrupção nos últimos anos mas destaca que trata-se de um trabalho que tem que ser estendido e consolidado.

“Aquele esquema foi vencido, mas tem outros esquemas que precisam ser melhor apurados e as pessoas responsabilizadas. Por outro lado podem surgir novos então nós temos sempre que estar aprimorando.”

Crime eleitoral e crime comum

Moro destacou que se seu pacote anti crime for aprovado haverá um avanço na questão do crime eleitoral e do crime comum.

O ministro indica a legislação foi modificada no projeto, para que os crimes comuns fiquem a cargo da Justiça Estadual ou Federal, a depender do caso. Segundo Moro, para a Justiça Eleitoral não tem estrutura para julgar e processar crimes complexos, apesar de resolver controvérsias eleitorais.

Mais conteúdo sobre:

Sérgio Moro