O lado sombrio das criptomoedas

O lado sombrio das criptomoedas

Com o crescimento das criptomoedas, as fraudes se tornaram mais recorrentes

Vitor Mendonça Prado*

27 de julho de 2021 | 11h45

Vitor Mendonça Prado. FOTO: DIVULGAÇÃO

As moedas digitais ou criptomoedas estão ganhando cada vez mais força pelo mundo, no movimento de ascensão. Todavia, mesmo com esse crescimento, há também as fraudes sendo recorrentes.

Para se proteger, o primeiro passo é entender quais são os principais golpes que envolvem as criptomoedas, os quais são:

  • Promessa de ganhos rápidos: trata-se de uma armadilha de golpistas que criam estratégias para chamar a atenção das vítimas e roubar o dinheiro delas, na oferta de bons rendimentos, sempre positivos, acima da média e de ganhos rápidos.
  • Ofertas pelas redes sociais: os golpistas aproveitam as redes sociais para disparar mensagens privadas a diversos usuários com ofertas de criptomoedas com rentabilidades atraentes e, com isso, acabam roubando dinheiro de pessoas que acreditam no que foi oferecido sendo que, na verdade, tudo não passa de um golpe. O mesmo também acontece com sites e e-mails. Os criminosos criam páginas falsas, ou até mensagens por e-mail, para enganar as vítimas e roubar o dinheiro depositado por elas.
  • Pirâmides financeiras: costuma ser um dos golpes mais comuns envolvendo criptomoedas. A intenção é atrair as vítimas com uma suposta promessa de ganhos rápidos. Com isso, os criminosos recrutam pessoas, que precisam convocar outras para lucrar e assim por diante, mas as vítimas acabam caindo em projetos que não existem. Para fazer parte da empresa, é exigido um valor. E, dessa forma, nasce a pirâmide e quem está no topo dela acaba lucrando. Dentro das pirâmides, existem aquelas atreladas também à mineração de criptomoedas. Nestes casos, os usuários pagam para obter uma suposta velocidade a mais e só recebem o investimento de volta quando novos usuários fazem a aquisição do mesmo plano. Porém, na verdade, nenhuma criptomoeda de fato é minerada.
  • Criptoativos inovadores: são ofertas de supostas novas moedas digitais antes do seu próprio lançamento. Com isso, pessoas apostam na valorização da criptomoeda, acabam comprando ativos que não existem e os criminosos somem com todo o dinheiro.
  • Corretoras falsas: as exchanges, ou corretoras de criptoativos, são plataformas eletrônicas semelhantes às de corretoras de ações listadas nas bolsas. O objetivo delas é facilitar a compra, venda e troca de moedas digitais, por meio da conexão entre compradores e vendedores. A criação de exchanges falsas também é prática usual de fraude no criptomercado. Os criminosos montam sites/plataformas e, ao passo que a vítima realiza a operação, o dinheiro cai na conta dos golpistas.
  • Robôs de investimentos: trata-se de um programa de computador que recebe as cotações de alguma plataforma, e, por meio de uma regra pré-determinada, faz o envio de ordens de compra e venda. Porém, os criminosos acabam criando um programa falso e ficando com o dinheiro que foi enviado pela vítima.
  • Aplicativos falsos: os criptoativos ficam armazenados em uma carteira virtual, no computador ou celular do investidor. Os criminosos criam aplicativos falsos de carteira de criptomoedas para roubar as moedas digitais. Os aplicativos dizem ser capazes de converter as criptomoedas em outras. Geralmente, o usuário precisa depositar suas moedas digitais por lá para então receber o valor equivalente convertido em uma outra. Porém, ao fazer o envio das criptomoedas para os endereços listados no aplicativo, elas desaparecem.

Entendido os principais golpes envolvendo criptomoeda. Veja 7 dicas para evitar golpes.

  1. Desconfie de promessas de ganhos exorbitantes: a compra de criptomoedas tem que partir da própria pessoa. Nenhum meio de vendas oficial faz propagandas oferecendo criptomoedas, tão pouco garantias de boas rentabilidades.
  2. Cuidados com dados pessoais: nunca forneça seus dados para plataformas digitais que você desconheça ou que não esteja acostumado a usar. Caso receba algum contato ou e-mail solicitando, verifique com a empresa responsável pela sua carteira. Além disso, mesmo parecido com a plataforma da corretora que você costuma investir, faça uma verificação de logotipo, do endereço de e-mail e evite clicar em links desconhecidos. Na dúvida, entre em contato com a sua corretora. Muitas vezes são anunciadas ofertas falsas pelos criminosos.
  3. Analise criptomoedas que você desconheça: estude, se informe e verifique se determinada criptomoeda que está sendo oferecida realmente existe.
  4. Utilize antivírus: faça a proteção do seu celular e computador com antivírus, que acabam funcionando como uma rede de segurança para te proteger de acessos perigosos na internet.
  5. Cuidado com downloads: verifique se o desenvolvedor é confiável, se atente às recomendações do aplicativo, bem como as permissões solicitadas. Assim, é possível evitar riscos de invasões e roubos de dados.
  6. Conheça o mercado: se informar, trocar experiências e estudar é fundamental para quem tem interesse em investir em criptomoedas. Do contrário, o investidor pode ficar vulnerável aos golpes.
  7. Invista com segurança: quando for fazer a compra de criptomoedas, procure sempre pelas principais plataformas de vendas do ativo, que já são bem conhecidas e utilizadas no mercado. Além disso, é recomendável buscar pelas criptomoedas mais conhecidas e negociadas, como bitcoin e ethereum, por exemplo.

*Vitor Mendonça Prado, fundador e sócio-diretor da CAVI Participações e Empreendimentos Ltda, sócio-fundador e advogado do Mendonça Prado Advogados, fundador e CEO do Global Investors Club, empresário, mentor, consultor, palestrante e investidor em ações e mercado financeiro, setor imobiliário, criptomoedas, startups entre outros. Sócio do Êxito – Instituto Latino Americano de Empreendedorismo e Inovação. Representante e mentor da FasterCapital (aceleradora de Dubai), membro da ANPPD – Associação Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados, mentor da BBX Brasil, avaliador e consultor da 100 Open Startups, member & investidor anjo da FEA Angels, membro da comissão especial para o estudo da legislação em empreendedorismo criativo (Startups) da OAB-SP e consultor de negócios da Methode Consultoria

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