O indiciamento de Palocci e Odebrecht na Lava Jato

O indiciamento de Palocci e Odebrecht na Lava Jato

Ex-ministro dos governos Lula e Dilma e empreiteiro foram enquadrados pela Polícia Federal por corrupção

Mateus Coutinho, Julia Affonso e Ricardo Brandt

01 de novembro de 2016 | 16h51

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Um dos mais poderosos ministros nos governos Lula e Dilma e o maior empreiteiro do País foram indiciados criminalmente nesta semana pela Polícia Federal na Lava Jato.

A PF enquadrou Antonio Palocci e Marcelo Bahia Odebrecht por corrupção. Palocci teria captado R$ 128 milhões da empreiteira. Parte do dinheiro, segundo os investigadores, foi destinado ao PT.

O indiciamento formal de Palocci e de Odebrecht foi juntado aos autos da Lava Jato.

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Em denúncia apresentada na semana passada pela Lava Jato, o ex-ministro é acusado de ser o interlocutor que atuava de forma ilícita na defesa dos interesses da Odebrecht na Petrobrás e em outras áreas do governo, por meio da edição de Medidas Provisórias, em troca de propina para o PT.

“Tratava-se Antonio Palocci de um extrato qualificado e privilegiado de interlocução com a cúpula do Poder Executivo Federal”, sustenta o Ministério Público Federal.

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O contato do petista era com o diretor-presidente Marcelo Bahia Odebrecht e os ex-executivos Alexandrino Alencar e Pedro Novis – três dos nomes do grupo em negociação por uma delação premiada.

O criminalista José Roberto Batochio, defensor de Palocci, afirma que a acusação contra o ex-ministro ‘é mera ficção’. A Odebrecht não comenta o caso.

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