O imediatismo sucesso nas redes sociais

O imediatismo sucesso nas redes sociais

Bruno Cunha*

25 de junho de 2022 | 03h00

Bruno Cunha. FOTO: DOMINGOS SANTOS

Inicio o texto questionando a saga de muitos brasileiros que querem ganhar milhões de reais com conteúdos virtuais, materiais produzidos em pouco tempo e consumidos na sociedade digital de forma imediata.

Está em evidência criar vídeos que aparentam ser simples e espontâneos para alcançar o sucesso, em diversos segmentos da sociedade. O resultado aparece rápido. O mundo compartilha em segundos. Mas, boa parte dos consumidores não sabem o que estão naquela projeção momentânea. Consomem e acreditam que o processo da criação até divulgação é individual e natural.

Por trás das câmeras, por exemplo, existem diversas pessoas que não aparecem. Estão operando, pesquisando, trabalhando divulgações, parcerias, contratações dos serviços, agenciamento e uma série de tarefas que são responsáveis pela instantaneidade.

O que apresenta simples, infelizmente, não é barato. O investimento não é como imaginam. Muitos interesses econômicos e comerciais estão envolvidos. Recentemente, o personagem “Luva de Pedreiro” desabafou sobre o seu descontentamento profissional. As declarações do jovem Iran Ferreira, que em pouco tempo se tornou influenciador, são noticiadas diariamente e tornaram-se objetos de polêmicas entre todas as partes envolvidas.

Faturamentos milionários com campanhas publicitárias, milhões de seguidores nas redes sociais, aproximações com ídolos, viagens nacionais e internacionais, promessas e série de projeções artísticas circulam o convívio do garoto baiano, de 22 anos, que nasceu e até pouco tempo morava em Quijingue, a 322 quilômetros de Salvador.

Estamos vivendo na sociedade que muitas pessoas acreditam no imaginário. Desprezam o conhecimento. Valorizam a facilidade e esquecem a escada que precisa ser construída com dificuldades. Gerações estão sendo criadas com base na confiança imediatista.

Até que ponto o sucesso imediato, por meio das redes sociais, vale a pena?

Precisamos nos preparar para vivermos a realidade!

*Bruno Cunha, jornalista

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