O histórico de Ramagem na PF

O histórico de Ramagem na PF

Nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para a diretoria-geral da Polícia Federal, Alexandre Ramagem ingressou na corporação em 2005

Redação

28 de abril de 2020 | 10h23

Foto: Agência Senado

Após a publicação no Diário Oficial da União da nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal, a corporação divulgou um histórico da trajetória do novo chefe, que entrou na PF em 2005. Para assumir a coordenação da Polícia Federal, o delegado deixa a Direção Geral da Agência Brasileira de Inteligência.

Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Ramagem teve como primeira lotação a Superintendência Regional da PF em Roraima.

Em 2007, foi nomeado delegado regional de Combate ao Crime Organizado, tendo ainda ocupado a função de DREX e respondido por cinco meses como Superintendente em exercício.

Em 2011, foi transferido para a sede, em Brasília/DF com a missão de criar e chefiar Unidade de Repressão a Crimes contra a Pessoa. Em 2013, assumiu a chefia da Divisão de Administração de Recursos Humanos. A partir de 2016, foi responsável pela Divisão de Estudos, Legislações e Pareceres da Polícia Federal.

Em 2017, foi convidado a integrar a equipe de policiais federais responsável pela investigação e Inteligência de polícia judiciária no âmbito da Operação Lava-Jato. A partir das atividades desenvolvidas, passou a coordenar o trabalho da PF junto ao Tribunal Regional Federal da 2ª Regional, com sede no Rio de Janeiro.

Ramagem, em foto com Carlos Bolsonaro em comemoração. Foto: Reprodução/Instagram

Em 2018, assumiu a Coordenação de Recursos Humanos da Polícia Federal na condição de substituto do Diretor de Gestão de Pessoal da PF. Em razão de seus conhecimentos operacionais nas áreas de segurança e Inteligência, assumiu, ainda em 2018, a Coordenação de Segurança do então candidato e atual presidente dá República, Jair Bolsonaro.

Em fevereiro de 2019, o delegado Alexandre Ramagem foi nomeado Superintendente Regional da PF no Ceará, mas acabou por assumir o cargo de assessor especial da Secretaria de Governo da Presidência da República.

Em julho do mesmo ano, assumiu a Direção Geral da Agência Brasileira de Inteligência, permanecendo no cargo até a presente nomeação.

O delegado atua, desde 2012, como professor da Academia Nacional de Polícia ministrando as seguintes disciplinas: Repressão a Homicídios e Grupos de Extermínio; Gestão de Pessoas; e Aperfeiçoamento em Planejamento e Gestão de Operações Policiais.

A PF apontou ainda que Ramagem atuou na coordenação da Conferência das Nações Unidas Rio +20 (2012); Copa das Confederações (2013); Copa do Mundo (2014); e Jogos Olímpicos (2016).

Federação dos Policiais Federais recebe nomeação ‘com tranquilidade’

A Federação Nacional dos Policiais Federal (Fenapef) divulgou nota em que afirma ter recebido ‘com tranquilidade’ a indicação de Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal. Segundo a entidade, ele é um ‘policialmente perfeitamente qualificado’ e ‘tem o respeito da categoria’.

“O nome de Ramagem estava entre os mais cotados para o cargo. Ele integrou a escolta pessoal do presidente Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. Consideramos que Alexandre Ramagem é um policial perfeitamente qualificado para o cargo e tem o respeito da categoria”.

Em nota, a Fenapef afirma que caberá a Ramagem e à PF ‘se manter distante de qualquer interferência política’. A entidade afirma que a corporação seguirá ‘com autonomia e independência’ em suas investigações durante a nova gestão.

“Até o momento, não se tem notícia de qualquer interferência nas investigações em andamento, até porque a Polícia Federal detém autonomia investigativa e técnico-científica asseguradas em lei”, afirma.

Leia a íntegra da nota abaixo:

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) recebe com tranquilidade a designação do Advogado Geral da União, André Mendonça, para o Ministério da Justiça, e de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal.

O nome de Ramagem estava entre os mais cotados para o cargo. Ele integrou a escolta pessoal do presidente Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. Consideramos que Alexandre Ramagem é um policial perfeitamente qualificado para o cargo e tem o respeito da categoria.

A Fenapef reforça a importância de a Polícia Federal se manter distante de qualquer interferência política e acredita que seguirá com autonomia e independência nas suas investigações. Os mais de 14 mil policiais federais representados pela Federação seguirão vigilantes e reiteram que não vão abrir mão da independência e autonomia investigativa da Polícia Federal.

Até o momento, não se tem notícia de qualquer interferência nas investigações em andamento, até porque a Polícia Federal detém autonomia investigativa e técnico-científica asseguradas em lei.

A Federação Nacional dos Policiais Federais não se furtará à defesa intransigente de todos os policiais federais e da melhoria e independência das investigações no nosso país. A entidade acredita na modernização da Polícia Federal, com porta única de entrada, ciclo completo de polícia e manutenção da autonomia investigativa, sem interferência política na atuação dos policiais federais.

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