O futuro pertence ao omnichannel e à logística urbana sustentável

O futuro pertence ao omnichannel e à logística urbana sustentável

Ronaldo Fernandes da Silva*

13 de fevereiro de 2021 | 02h30

Ronaldo Fernandes da Silva. FOTO: DIVULGAÇÃO

O que faz uma empresa ganhar credibilidade no mercado? Antigamente, diríamos que envolvia apenas preços competitivos. Hoje, isso está diretamente ligado ao impacto que o negócio traz ao meio ambiente e à sociedade como um todo. Os operadores logísticos passaram então a colocar o tema como estratégico, desenvolvendo serviços que tragam não apenas vantagens lucrativas, mas diminua, consideravelmente, o impacto ambiental das atividades e ofereça soluções para uma cadeia de suprimentos sustentável.

As empresas passaram a medir os efeitos positivos e negativos das atividades no meio ambiente e na comunidade em que estão inseridas, o que garante condições de oferecer a todos os elos envolvidos – clientes, colaboradores e parceiros -, informações mais abrangentes para tomar as melhores decisões. Este é um passo em direção à logística sustentável.

As atividades da cadeia de suprimentos têm múltiplos efeitos na sociedade e no negócio. Alguns são positivos, outros devem ser limitados. Medir esses impactos é o primeiro passo na implementação de medidas de melhorias. O conceito de ecossistema nas operações logísticas está estruturado em integrar as atividades em um universo que envolva cuidar das pessoas e do meio ambiente.

O setor de logística, com destaque para os operadores logísticos, tem se transformado para acompanhar o dinamismo do e-commerce e do omnichannel, principalmente, no que diz respeito à tecnologia e inovação. Os consumidores, cada vez mais digitalizados, assumiram um papel fundamental em todo o processo. Eles se tornaram protagonistas nas cadeias logísticas, exigindo não apenas preços e rapidez na entrega, mas, também, variedade de produtos, a possibilidade de comprar on-line e retirar na loja, a preocupação com a logística reversa, e acompanhamento em tempo real de todo o processo de compra e distribuição. A conveniência oferecida pela omnicanalidade é o grande diferencial no processo logístico, ou seja, o omnichannel e os consumidores eco-conscientes transformaram a cadeia de abastecimento.

Podemos então considerar que o omnichannel é o novo padrão. A fronteira entre on-line e offline cai, embora as lojas ainda estejam em alta. A tendência do multicanal, no entanto, anda de mãos dadas com a personalização da experiência do cliente e a digitalização da loja física. No dia a dia e independente da origem dos fluxos, a logística deve responder à demanda o mais rápido possível. Simples, sem demora, sem tolerância a falhas em todo o processo. E para o operador logístico os desafios são inúmeros, como ter estoques adequados às vendas esperadas, garantir a personalização do produto, confiabilidade, agilidade e adaptação em tempo real.

A logística omnichannel cria uma experiência de vendas contínua e centrada no consumidor, independentemente do caminho de compra. Sincronizar esse ecossistema, no entanto, requer inovação na cadeia de suprimentos. Com isso, compreender o nicho importante de clientes é uma oportunidade de as empresas maximizarem as vendas e criarem sinergias com serviços diferenciados. O modus operandi no segmento logístico será cada vez mais personalizado.

*Ronaldo Fernandes da Silva é presidente da FM Logistic do Brasil

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