O futuro do social commerce

O futuro do social commerce

Rafael Kiso*

16 de fevereiro de 2021 | 03h45

Rafael Kiso. FOTO: DIVULGAÇÃO

Em meio às tendências que se projetaram e a fatores externos, como a pandemia, que acelerou a mudança no comportamento dos consumidores e, consequentemente, nos negócios, acredito que uma afirmação se impõe: todo mundo precisa vender online. E, entre essas vendas online, o social commerce, termo para o comércio realizado dentro das plataformas de redes sociais, vai seguir cada vez mais firme daqui para frente, mesmo com a retomada da “normalidade” pós vacina.

Uma pesquisa da consultoria global PWC revelou que, no Brasil, 77% das pessoas afirmaram que se sentem influenciadas a comprar produtos por meio das redes sociais. Atender aos milhões de usuários inclinados a comprar dentro das plataformas de redes sociais é uma oportunidade que só tem a se expandir, principalmente para os pequenos negócios, que para ter uma estrutura padrão de e-commerce como a gente conhece pode ser um pouco mais complexo.

O que virá a partir dessa franca expansão serão mais lives integradas a catálogos de produtos, mais checkout nativo, mais ampliação de vendas, mais perspectiva de transformar usuários em nanoinfluenciadores, que, ao compartilharem sua experiência com aquele produto ou serviço, passam a ganhar benefícios.

Haverá ainda mais investimento e melhorias para realização de negócios sem precisar sair das redes sociais, tanto por parte das empresas, quanto por parte das plataformas de redes sociais.

As marcas puderam, nos meses finais do ano passado, usar o Instagram, por exemplo, como meio de vendas, a partir da liberação de compras de produtos diretamente nele, recurso que ainda não está liberado no Brasil. E a tendência é que continue a ofertar mais recursos para o social commerce.

Vender por aplicativo de mensagem também ganhou e ganhará ainda mais força: o catálogo de produtos para pequenas empresas, já lançado em 2020 em outros países, está entre as novidades. E também deve ser lançado o Facebook Pay, que está sob aprovação do Banco Central.

*Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs. Coautor do best-seller Marketing na Era Digital

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