O futuro das entregas do varejo pós-pandemia

O futuro das entregas do varejo pós-pandemia

Felipe Trevisan*

15 de junho de 2020 | 04h00

Felipe Trevisan. FOTO: DIVULGAÇÃO

A pandemia do novo coronavírus (covid-19) impactará a sociedade como um todo e em todas as esferas, sem distinção. Impossível pensar que o mundo no qual vivíamos até o início deste ano será o mesmo após essa crise. Todos terão que refletir sobre como lidamos com muitas coisas no dia a dia, seja para consumir produtos e alimentos, o modo de interagir entre as pessoas, como reagir a um novo contexto, entre outras questões. E, neste cenário, é possível crer que a forma como as mercadorias circulam também será impactada.

A tecnologia disponível hoje facilita muito os processos das empresas em diversos setores, sobretudo em tempos de distanciamento social. Uma das primeiras medidas adotadas foi o trabalho remoto, com a utilização de ferramentas on-line de produtividade e gestão de equipes. Outra oportunidade foi o crescimento do uso de aplicativos para delivery de refeições, itens de higiene pessoal e medicamentos e até alimentos, como compras em supermercados.

Eis aqui uma das maiores convergências entre a nova e a “velha” economia. Em tempos de pandemia, por exemplo, os tradicionais modus operantes precisam aperfeiçoar seus processos e, com isso, apoiar-se nas novas tecnologias, que já são a matéria prima de startups e núcleos tecnológicos, para ganhar eficiência na competitividade do mercado.

O varejo é um dos setores que mais tem sido impactos pelas mudanças tecnológicas. Desde a forma de pagamento, do papel moeda para cartões ou carteiras digitais (e-Wallets), ao processo de distribuição e entregas dos produtos, das lojas físicas para o e-commerce. E, com a pandemia, é importante observar que o crescimento do varejo on-line é uma tendência que deverá se manter em alta, como já vem sendo nos últimos anos.

Neste contexto, a indústria como um todo ainda utiliza formas obsoletas e ineficazes de realizar a sua logística. Observando o mercado, nota-se que muitas empresas ainda mantêm processos arcaicos, como uma grande frota de veículos próprios à disposição para realizar entregas. Isso resulta em mais gastos operacionais, profissionais ociosos, centros de distribuições abarrotados e maior demorada na circulação das mercadorias.

Posto isso, é possível observar a necessidade do mercado por iniciativas que se utilizem de recursos como Big Data, Artificial Intelligence e Machine Learning, visando transformar dados em inteligência e, com isso, impactar positivamente todas as cadeias de um modelo econômico tradicional, do remetente ao entregador.

É visível que a realidade do mundo após a pandemia será totalmente diferente da qual vivenciamos até então. As empresas de todos os setores da economia terão que se adaptar a novas formas de interação entre as pessoas, os novos hábitos e a nova prática na gestão de demanda e distribuição. O uso da tecnologia será cada vez mais constante e necessária para acompanhar a evolução das futuras gerações de consumidores.

*Felipe Trevisan é CEO da Vuxx

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