O estrondoso ‘sim’ no mercado de investimentos

O estrondoso ‘sim’ no mercado de investimentos

Robert Furden Junior*

18 de novembro de 2020 | 03h00

Robert Furden Junior. FOTO: DIVULGAÇÃO

Imóveis sempre foram uma opção segura de investimento, seja para alugar ou revender. A rentabilidade no negócio já foi extraordinária, esteve em baixa, passou por momentos mais estáveis, e agora, todos os indicadores apontam para uma nova fase de frutos ainda maiores nessa retomada. O que pode ser um estrondoso “Sim” esperado pelo mercado de investimentos há muito tempo.

Esse “sim” trata-se da possibilidade de um investimento seguro e sólido, o famoso investimento em “tijolos”. Sendo assim, posso dizer que a crise está favorecendo o mercado imobiliário. Nos Fundos Imobiliários, o número de investidores saltou de 500 mil em novembro de 2019 para 1 milhão em setembro de 2020. Já as construtoras estão animadas com os novos empreendimentos, enquanto as imobiliárias e os corretores retomaram fortemente os seus negócios, prevendo contratos benéficos para o setor.

O diferencial da vez é a possibilidade de investimento no mercado de ativos. As ofertas em leilões cresceram exponencialmente no período de crise. Por ser um mercado ainda pouco conhecido, a demanda não cresce no mesmo número das ofertas, ou seja, muita oferta e pouca demanda, resultando em preços baixos e pouca concorrência.

Grande oferta e pouca concorrência, preços baixos, risco zero e possibilidade de parcelamento na aquisição de imóvel em leilão, conspiram para o crescimento dessa modalidade como real mecanismo de investimento. Além disso, os descontos adicionais oferecidos pelos bancos e a possibilidade de crédito abundante viabilizando a revenda, são considerados “a cereja do bolo” dos leilões imobiliários.

Mas, assim como qualquer decisão a ser tomada e que precisa ser bem pensada, investir em leilão de imóveis, por mais que seja um estrondoso “Sim” esperado há muito tempo pelo setor imobiliário, exige alguns cuidados. É preciso conhecer o mercado, consultar especialistas, conhecer oportunidades e só assim iniciar o investimento. Não são apenas os indicadores de mercado que são levados em consideração, mas a verificação de itens que, aos olhos dos especialistas são elementares e aos leigos passam desapercebidos, e que podem se tornar riscos desnecessários.

Por menos conservador que seja o investidor, ninguém quer perder investimentos. O “sim” no mercado imobiliário veio, cabe agora uma preparação e conhecimento para diversificar a carteira, e assim, maximizar os ganhos.

*Robert Furden Junior, consultor na Faber Magna Investments

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