O empreendedorismo é meu maior altruísmo

O empreendedorismo é meu maior altruísmo

Ludmilla Amaral*

07 de março de 2021 | 03h00

Ludmilla Amaral. FOTO: DIVULGAÇÃO

Há mais de dois anos, minha ex-gestora me indicou o teste “CliftonStrengths – Descubra seus pontos fortes”, de Donald O. Clifton, baseado em pesquisas do Instituto Gallup. Rapidamente, comprei o livro, mergulhei na leitura e fiz o teste. Segundo a obra, existem 34 temas de talentos, e cada pessoa possui cinco deles como seus pontos fortes. Eu me surpreendi com meu resultado. Entre minhas cinco fortalezas, figura a empatia. Algo que sempre entendi como um ponto fraco meu.

Ter o olhar humano faz parte da minha vida desde sempre. As pessoas têm vergonha, normalmente, de assumir algumas características consideradas positivas, porque falar bem de si mesmo pode soar prepotente. Mas eu acredito que antes de enxergarmos as qualidades das pessoas, precisamos olhar para as nossas. Entender quem somos. E essa é uma verdade sobre mim e um ponto importante para o desenvolvimento deste artigo.

Além de visitar a ala infantil de hospitais vestida de Mulher Maravilha, já investi mais de R$ 100,00 em pacote de fralda para um pai desesperado que pedia ajuda nas ruas de São Paulo. São pequenas atitudes que desenham um sorriso no rosto de algumas pessoas. Sorrisos que me confortavam, de certa forma, mas que ainda não me satisfaziam.

Nos últimos anos, tendo passagens em grandes redações do País como jornalista e também atuando como Relações Públicas de startups e empresas de tecnologia, me envolvi profundamente no mundo do empreendedorismo. Li e reli livros que falam de riqueza, negócios e prosperidade. Passei também a contar com empreendedores e CEOs no meu network. Até que em um belo dia me senti como em um desenho animado quando há a descoberta de algo muito grandioso e uma lâmpada acesa aparece acima da cabeça.

Descobri uma maneira de ajudar muito mais pessoas para muito além de um sorriso que afagava o coração por um curto período de tempo. Uma forma de ajudar pessoas a mudarem por completo suas vidas: Me tornando CEO. Explico:

Estar à frente de uma empresa e liderando a operação de um grupo como um todo, me permite oferecer às pessoas não apenas dinheiro, mas uma oportunidade de se desenvolverem, produzirem valor para nossos clientes e para seu próprio crescimento pessoal por meio do trabalho e do aprendizado.

Além, é claro, de conseguir criar uma cultura diversa e um ambiente de trabalho saudável e com um amplo olhar para a qualidade de vida de cada uma das pessoas do time. Abrir portas para quem tem vontade, mas não teve tantas oportunidades no passado, e ajudá-los a se desenvolverem. Usar o meu espaço hoje para contribuir com uma sociedade mais justa, começando pelo meu time.

Nos 1:1’s (reuniões com o time em que falamos de coisas do dia a dia), as pessoas vêm me contando tudo que elas estão construindo. Algumas se mudando para apartamentos melhores, outras proporcionando a viagem dos sonhos para seus filhos. “Meu filho agora tem um quarto só para ele”, me contou uma das minhas colaboradoras, após ser promovida e mudar de casa. Eles estão felizes trabalhando aqui, trazem pessoas que confiam para fazer parte do time também. Eles fazem a roda girar, e a gente valoriza, de verdade. Se a gente cresce, eles crescem. Além dos sorrisos que vejo, e que continuam afagando meu coração, percebo uma transformação positiva e de longo prazo na vida deles. Mas continuo insatisfeita.

Para aqueles ainda mais necessitados ou para as pessoas que ainda precisam de uma ajuda diferente para suas vidas, continuarei com minhas doações financeiras mensais e pretendo me fantasiar novamente assim que a pandemia passar.

Mas a minha maior contribuição continua sendo como CEO. Afinal, minhas colaboradoras e meus colaboradores, inspiradas e inspirados pelo meu exemplo, desejam somar forças e se fantasiar comigo em um grande time de mulheres e homens maravilhas. Juntos, nós vamos em busca de salvar aqueles que precisam de um motivo extra para sorrir. Vamos em busca do nosso crescimento pessoal para inspirarmos mais e mais pessoas a serem verdadeiros super-heróis. No final das contas, a empatia realmente é uma fortaleza.

*Ludmilla Amaral, sócia & COO do grupo VCRP Brasil e CEO da VCRP press

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