O dramático apelo do amigo de Lula a Teori

O dramático apelo do amigo de Lula a Teori

Em petição ao ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, advogados de José Carlos Bumlai informam que ele está 'indiscutivelmente debilitado' e pedem liberdade

Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, e Julia Affonso

19 Agosto 2016 | 05h00

Jose Carlos Bumlai FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO

Jose Carlos Bumlai FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO

O amigo do ex-presidente Lula fez um apelo dramático a Teori Zavascki, ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Por meio de uma petição de três páginas, os advogados do pecuarista José Carlos Bumlai levaram a Teori informações sobre seu estado de saúde, ‘indiscutivelmente debilitado’.

Bumlai é réu da Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato. Ele foi preso no dia 24 de novembro de 2015, por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

Documento

Os advogados – Daniella Meggiolaro e Conrado de Almeida Prado – são autores de um pedido de habeas corpus para Bumlai perante o Supremo. O habeas está nas mãos de Teori.

A petição levada a Teori nesta quinta-feira, 18, retrata a saúde fragilizada do amigo de Lula. O documento destaca que, mesmo nessa situação, Bumlai compareceu na quarta-feira, 17, à Polícia Federal em São Paulo, para depor em um inquérito – no caso, a investigação mira o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), atribuído ao ex-presidente, o que é negado taxativamente pela defesa do petista.

Na petição, os advogados pedem, em caráter liminar, liberdade para Bumlai. Ou, alternativamente, substituição da prisão por ‘cautelar menos gravosa’, como, por exemplo, o uso de tornozeleira eletrônica.

Bumlai está em regime de prisão domiciliar desde que recebeu autorização de Moro para combater um câncer na bexiga e problemas cardíacos. Esta semana, porém, o juiz da Lava Jato ordenou o retorno do pecuarista à prisão fechada em Curitiba. A volta de Bumlai para a cadeia tem prazo: 30 de agosto.
O apelo a Teori é a cartada decisiva do amigo de Lula.

“Diante de todos esses fatos, bem como do estado indiscutivelmente debilitado do paciente, reforçados encontram-se o fumus boni iuris e o periculum in mora a justificar a concessão, em caráter liminar, do pedido de liberdade constante do presente writ ou, alternativamente, de substituição da prisão por cautelar menos gravosa – como, por exemplo, o uso de tornozeleira eletrônica”, pedem Daniella Meggiolaro e Conrado de Almeida Prado. “A aplicação de qualquer uma dessas medidas, justas e adequadas à situação do paciente, permitirá que ele possa continuar cuidando dignamente de sua saúde.”

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