O Direito é capaz de seduzir os mais vocacionados, mas precisa dialogar com outras ciências

O Direito é capaz de seduzir os mais vocacionados, mas precisa dialogar com outras ciências

Bruno Pedro Bom*

18 de fevereiro de 2021 | 14h25

Bruno Pedro Bom. FOTO: DIVULGAÇÃO

É essencial destacar que o modelo de negócio jurídico no Brasil mudou e que agora o tomador de decisão, responsável pela contração de um escritório para sua empresa, ou uma pessoa que busca um advogado autônomo para uma pequena causa, apresenta um perfil cada vez mais disruptivo e não está amarrado a “correntes do tradicionalismo jurídico”, pois a sociedade e a comunicação global mudaram, assim como a forma pela qual as pessoas buscam e absorvem conteúdo para finalmente se sentirem seguras em sua tomada de decisão.

Também é necessário compreender que as faculdades de Direito nos tornam um operador da área, gerando um tecnicismo prejudicial a uma leitura holística do negócio. É pacífico o entendimento de que já não basta ser meramente um bom profissional técnico – essa característica é pré-requisito. O advogado contemporâneo precisa ser gestor, empresário, “psicólogo” e, definitivamente, entender de marketing e comunicação. Afinal, novos tempos demandam novas competências!

Foi com este propósito que desenvolvi a obra “Marketing Jurídico na Prática”, publicado recentemente pela editora Thomson Reuters Revista dos Tribunais.

No livro, prefaciado por ninguém menos que o saudoso professor José Renato Nalini, meu objetivo é iniciar a reflexão de como a inteligência da gestão do Marketing Jurídico contribui efetivamente aos profissionais do Direito, em quaisquer níveis de atuação, para a construção de reputação, aumento de visibilidade e conversão de clientes – respeitando as diretrizes do Código de Ética e Disciplina da OAB.

Ao mesmo tempo, não pretendo defender um modelo exato, “uma receita de bolo”. A gestão do marketing não é uma ciência exata, mas sim um universo de tomadas de decisões a partir de uma série de inferências e características únicas de cada situação. Não entrego fórmulas ou receitas exatas – mas me proponho a desenvolver uma entrega de possibilidades de reflexões sobre caminhos, soluções autênticas, modos de fazer.

No livro abordo minha experiência com escritórios e instituições de sucesso que tive o privilégio de trabalhar, tais como Arruda Alvim Advocacia, Lucon Advogados, Yarshell, Nelson Nery, Dinamarco, Instituto Brasileiro de Direito Processual Civil, Faculdade de Direito da USP, entre tantas outras.

*Bruno Pedro Bom, especialista em Marketing Jurídico e Político. Fundador e diretor de Atendimento na BBDE Comunicação. Palestrante, consultor e autor da obra Marketing Jurídico na Prática. Advogado pela PUC/SP, publicitário pela ESPM/SP e MBA em Gestão Empresarial pela FGV/SP

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.