O dia seguinte do plantonista

O dia seguinte do plantonista

Rogério Favreto, desembargador que mandou soltar Lula no domingo, 8, participou nesta segunda, 9, da solenidade de posse do magistrado Osni Cardoso Filho no TRF-4, na mesa ao lado do desembargador Leandro Paulsen, presidente da 8.ª Turma, colegiado que julga os processos da Lava Jato

Filipe Strazzer/PORTO ALEGRE

09 Julho 2018 | 17h43

Na foto, Favreto é o do centro, a duas cadeiras à direita de Leandro Paulsen, presidente da 8ª Turma, que julga a Lava Jato na Corte. Crédito: Filipe Strazzer

Um dia depois de mandar soltar Lula – ordem, afinal, esmagada pela Presidência do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região e pela relatoria da Operação Lava Jato na Corte -, o desembargador Rogério Favreto participou nesta segunda-feira, 9, do solenidade de posse do novo magistrado no TRF-4, Osni Cardoso Filho.

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À mesa estava presente o desembargador Leandro Paulsen, presidente da 8.ª Turma do tribunal, colegiado que julga os processos da Operação Lava Jato.

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No domingo, exercendo o plantão no TRF-4, Favreto deu habeas corpus e mandou soltar Lula, abrindo um dia de tensões na Corte. A determinação do plantonista esbarrou na resistência do juiz Sérgio Moro que vetou a soltura do ex-presidente sob argumento de que o desembargador não tinha competência para decidir sobre o pedido de habeas protocolado por três deputados federais do PT, todos advogados.

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Na foto, Favreto é o do centro, a duas cadeiras à direita de Leandro Paulsen, presidente da 8ª Turma, que julga a Lava Jato na Cort. Crédito: Filipe Strazzer

Na sequência, o desembargador Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, decidiu que Favreto não podia dar habeas para Lula. O plantonista voltou à carga e, ainda no domingo, às 16h04, reiterou sua decisão anterior e deu prazo de uma hora para a Polícia Federal abrir as portas da sala especial que o petista ocupa desde 7 de abril – Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de reclusão no processo do triplex do Guarujá.

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A nova ofensiva de Favreto caiu por terra no início da noite, quando o presidente do tribunal, desembargador Thompson Flores ordenou o deslocamento dos autos do pedido de habeas do plantão para o gabinete do relator, Gebran Neto.

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O novo colega de Favreto e Gebran, desembargador Osni Cardoso Filho, de 56 anos, foi eleito, por unanimidade, em abril, pelo Plenário do TRF-4 para assumir a vaga do desembargador federal falecido Amaury Chaves de Athayde. O magistrado foi escolhido pelo critério de antiguidade.

Paulista, Osni Cardoso foi aprovado no concurso para magistratura federal em 1993.