O Dia do Trabalho e a paixão em governar o Brasil

Carlos Alexandre Klomfahs*

01 Maio 2018 | 06h00

Atribui-se ao filósofo alemão Friedrich Hegel a frase ‘nada de grande se fez sem paixão’.

Este Dia do Trabalho de 2018 é decisivo para o Brasil e por isso devemos refletir sobre quem elegeremos para ocupar os próximos quatro anos em relação à economia, geração de emprego e todas as relevantes conseqüências do desenvolvimento econômico.

Nestas eleições precisamos eleger um presidente que tenha paixão em governar o Brasil, que tenha compromisso com a ordem e o progresso que na prática cumpra seu compromisso em manter, defender e cumprir a Constituição e de realmente promover o bem geral do povo brasileiro.

Precisamos eleger um presidente que respeite as conquistas históricas do país, que considere o potencial agrícola e científico do nosso povo, nossas diferenças culturais e regionais, nosso meio ambiente e nossa cultura indígena.

Precisamos de um presidente que tenha paixão por nossos jovens, nossas crianças, nossos idosos e nossos deficientes.

Precisamos de um presidente que tenha paixão pela diversidade, pela unidade da família, participação feminina, dos negros e de todos que compõe a minoria sem direito a voz e voto nas decisões políticas, econômicas e sociais do governo.

Precisamos de um presidente que sabe o que precisamos e não o que queremos, pois estas são passageiras, e aquelas, definitivas.

Precisamos de um presidente que deixe uma marca, um selo, um exemplo às novas gerações, que inspire, que inove e que promova relevantes avanços na sociedade e como se faz política.

Precisamos de um presidente que nos desafie a mudanças que não queremos, a reformas que precisamos, que nos provoque a emancipar-nos do paternalismo colonial recidivo.

Precisamos de um presidente que coordene que coopere que mantenha a sociedade motivada e ciente da importância individual da contribuição de cada brasileiro no progresso do todo.

Precisamos de um presidente que aponte caminhos com o auxílio da sociedade, que mantenha acessa a chama da esperança em um futuro de glória e prosperidade, que revele com acuidade nossos dons, habilidades competências como nação em âmbito interno e no cenário internacional.

Precisamos de um presidente que estrategicamente ouça as necessidades e não os desejos da sociedade. Precisamos de um presidente que mantenha o diálogo com a sociedade mesmo após as eleições, e que abra esse debate político e econômico com a sociedade.

Precisamos eleger um presidente que construa uma relação de confiança com a sociedade com alto controle emocional e elevado senso de justiça, e que promova sempre a conciliação e prestigie o diálogo.

Precisamos eleger um presidente que realmente se guie pelos objetivos da República e que em seus atos se apóie nos fundamentos da República, como a dignidade da pessoa humana e a cidadania.

Em suma, além dos múltiplos problemas que já sabemos, há um maravilhoso país que pede que seja governado por quem lhe ame realmente, lhe devote respeito e queira elevar-lhe de forma cooperativa no âmbito internacional, mostrando a força da sua gente que advém de sua matriz multi-étnica e miscigenada.

Assim, precisamos de um presidente que defenda nossa riqueza cultural, ambiental (flora e fauna) e trabalhista equilibrando os interesses empresariais internacionais.

Finalmente é hora de legarmos ao mundo um país orgulhoso de suas conquistas, defensor de sua cultura e de sua gente. Um país disposto a tomar a dianteira de resolução dos problemas do país e do mundo e apontar uma saída, pois há ainda muito que se fazer em termos globais no tocante à redução da pobreza.

Em arremate, o Brasil não pode ficar de fora de suas responsabilidades fraternas assumidas com a Constituição. Todas as formas e modelos de governo e de pessoas foram escolhidas e eleitas, precisamos agora aposentar a secular teoria e focar na urgente prática, pois nada de grande se fez, sem paixão. (sic)

*Advogado tributarista e professor

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