O dia da imunização do governador João Doria

O dia da imunização do governador João Doria

Fernando José da Costa*

07 de maio de 2021 | 05h45

João Doria e Fernando José da Costa. FOTO: DIVULGAÇÃO

Tudo começou em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, localizada na China. Ali a humanidade registrou os primeiros casos de uma doença respiratória causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2).

A primeira morte relacionada a esta infecção se deu naquele mesmo país, no início de janeiro de 2020. A partir de então, o vírus percorreu o mundo e chegou ao Brasil, em fevereiro do mesmo ano, sendo no mês  nosso primeiro óbito pela Covid – 19.

A Organização Mundial da Saúde – OMS, em março de 2020, após a Covid – 19 se espalhar rapidamente para todos os continentes, declarou situação de pandemia.

Hoje o mundo já registrou mais de três milhões duzentas e cinquenta mil mortes pelo vírus, estando o Brasil em segundo lugar no ranking de óbitos por nação, já superando 417.000 vidas perdidas. Apenas como comparativo, os Estados Unidos perderam 58 mil americanos na Guerra contra o Vietnã.

O mundo mudou após a pandemia: pessoas precisaram cumprir o distanciamento social e permanecerem em suas residências, países fecharam suas fronteiras, determinadas atividades foram suspensas, trabalhos presenciais foram paralisados ou substituídos por on line.

A humanidade passou a conviver com medidas protetivas, que buscam impedir a contaminação e propagação da Covid – 19, a partir do uso de máscara, medição de temperatura, higienização nas mãos e distanciamento social.

Entretanto a vacinação é o único meio seguro e eficaz de combater esta pandemia e evitar que pessoas faleçam por complicações geradas pela contaminação. Em apertada síntese, a vacina prepara seu corpo para combater uma infecção, um vírus ou doença específica. Ela faz nosso sistema imunológico produzir anticorpos suficientes para torná-lo imune. Enquanto os medicamentos buscam curar doenças, a vacina busca evitá-las.

Por tal motivo, após o surgimento desta pandemia, o mundo se uniu com um só propósito: encontrar a vacina que proteja a população contra a Covid – 19.

Em tempo recorde a vacina foi criada e, a partir daí, nações passaram a trabalhar para adquirir esse imunizante.

Lamentavelmente, em caminho diverso daquele seguido por praticamente todos os chefes de Estado, nosso Presidente da República era, ou ainda é, contrário à vacinação e, o que é pior, não trabalhou na aquisição ou produção de vacinas. Até hoje sequer noticiou se irá, ou não, se imunizar.

Todavia, o motivo desta escrita não é o de abordar a lamentável atuação do Presidente no tema Covid – 19, mas o de agradecer ao protagonista da vacinação no Brasil, João Doria. Um patriota que não mediu esforços para proteger a população, que trabalhou incansavelmente para buscar parcerias internacionais e conseguir comprar a vacina que está imunizando os brasileiros. Primeiramente São Paulo adquiriu da China vacinas prontas, denominadas Coronavac, em seguida passou a importar o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para, em território nacional, produzir a vacina CoronaVac.

O resultado deste trabalho é que, em 17 de janeiro de 2021, Doria vacinou a enfermeira Mônica Calazans, a primeira brasileira a ser imunizada contra a Covid – 19. Além desse marco histórico, o Instituto Butantan entregará ao Governo Federal 100 milhões de vacinas, em duas compras, a primeira de 46 milhões está sendo concluída e a segunda de 54 milhões, com prazo até 30 de setembro de 2021, que o Butantan afirma entregar com antecedência, se os insumos não atrasarem.

Hoje, a maior parte dos brasileiros vacinados (cerca de 80%) foram imunizados com a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

Enquanto o governo federal importava e distribuía medicamentos, com a promessa de cura da Covid – 19, sem qualquer comprovação científica, João Doria, além de trabalhar para imunizar os brasileiros, formou um Centro de Contingência e criou um Plano de trabalho denominado Plano São Paulo, com o objetivo de salvar vidas, combater a pandemia do coronavírus e proteger a economia.

Não mediu esforços para adquirir insumos necessários para o enfrentamento do vírus, a partir da compra de respiradores, kit intubação, luvas, máscaras, álcool-gel, remédios etc. Foram inaugurados hospitais de campanha e as cerca de 3 mil vagas em leitos de UTI, em meses, foram aumentadas para mais de 9 mil, somente no SUS, sem contar com os leitos da rede privada.

Também implementou inúmeros programas de governo para enfrentar à vulnerabilidade socioeconômica, como o Bolsa do Povo, o maior programa social da história de São Paulo, com um investimento de um bilhão de reais. Além de linhas de crédito do Desenvolve SP e do Banco do Povo, com investimento superior a dois bilhões de reais, liberados para os setores mais afetados. Suspendeu até 30 de abril o corte de serviços de saneamento e gás canalizado para clientes da Comgás, Sabesp, Naturgy e Gás Brasiliano.

O governador João Doria também criou o comitê solidário e econômico, que está próximo de alcançar a histórica arrecadação de dois bilhões de reais do setor privado, sem qualquer contrapartida, destinados a investimentos na saúde, educação e proteção social em programas do Governo Estadual de São Paulo, todos auditados pela PWC.

Doria não parou por aí. Pensando sempre no futuro, ainda conseguiu do setor privado investimento que supera 160 milhões de reais para construir a nova fábrica do Instituto Butantan, prevista para ficar pronta em setembro deste ano para, em janeiro, já estar operando em grande escala.

Como se não bastasse, um de seus grandes projetos é produzir ainda neste ano, pela primeira vez em solo brasileiro, uma vacina 100% brasileira, que irá combater a pandemia da Covid – 19, denominada ButanVac.

Para atingir metas como essas é necessário uma boa equipe e Doria formou um time de profissionais competentes, a começar por seu vice-governador Rodrigo Garcia, com disposição, unidos, focados em nunca desistir e sempre olhar para os que mais precisam.

Diariamente assistimos brasileiros do norte ao sul sendo vacinados, todavia, neste 7 de maio, será um dia especial, não só por mais brasileiros serem imunizados, mas porque chegou o dia do idealizador da vacinação no Brasil receber a primeira dose da vacina Coronavac contra a Covid – 19. Parabéns,  governador Doria, por sua merecida imunização.

*Fernando José da Costa, secretário da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo

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