O Dia da Escola: 15 de março

O Dia da Escola: 15 de março

José Barroso Filho*

15 de março de 2021 | 19h10

José Barroso Filho. FOTO: DIVULGAÇÃO

A Educação é único caminho portador de um Futuro de desenvolvimento e realização das nossas potencialidades

Assim  a Educação deva propiciar:

– Ampliação da percepção de Mundo;

– Emancipação.

Afinal… os limites do nosso mundo são os limites do nosso conhecimento.

É essencial a Formação do estudante do século XXI para o século XXI… direcionada ao…

– Conhecimento;

– Tirocínio (Capacidade decisória);

– Criatividade;

– Inovação.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Necessário trazer a realidade para a sala de aula é despertar o interesse e a motivação do aprendente, qualificando o processo de ensino.

Neste processo de desenvolvimento emancipador, transcendente a importância da interdisciplinaridade que refuta a ideia de que o conhecimento é estável, compartimentalizado e linear.

Assim é a Vida, o ensino não pode ser diferente.

A Educação deva ter absoluta prioridade no Planejamento e Gestão Estratégicos de um projeto que vise o Desenvolvimento Nacional.

Esse Planejamento Estratégico da Educação deve observar os seguintes pilares:

– Identificação de objetivos.

– Definição de métodos e de metodologias.

– Criação de uma ambiência educacional adequada

Dentro da ambiência educacional… devamos ressaltar:

– Qualificação e reconhecimento dos professores;

– Qualificação e reconhecimento dos gestores escolares;

– Adequação de meios aos fins. 

Essa  transversalidade indica a compreensão da realidade em sua complexidade, isto é, as relações entre o conhecimento organizado sistematicamente e o conhecimento do cotidiano.

Nessa práxis educativa, a verdadeira teoria busca e se justifica na prática, todo o resto é verbalismo voltados à cooptação ideológica.

Afinal, quem só acumula conteúdo, não aprende porque não pensa.

Que possamos construir neste almejado  e arejado ambiente…

1) a superação da ideia de transmissão de informação como atividade estruturante da aula;

2) a redefinição do sentido de conteúdo (a partir da distinção entre objeto de conhecimento e objeto de ensino), que se afasta da ideia de conjunto estabilizado de conceitos e se aproxima de um feixe de habilidades especificas;

3) a crítica à premissa de que o ensino deve proceder da teoria à prática, isto é, à crença de que sem conhecer os conceitos abstratos o aluno é incapaz de pensar adequadamente sobre situações concreta;

4) a afirmação da ideia de que o ensino a partir de situações e problemas concretos permitindo uma melhor compreensão das formulações teóricas necessárias ao enquadramento, à compreensão e à resolução de tais problemas.

Neste contexto, é necessário definir a estratégia de ensino com a especificação das técnicas escolhidas, a forma como serão combinadas e onde serão combinadas.

Ao tratamos de EDUCAÇÃO devemos estimular:

– Significação dos conteúdos;

– Desafios diante da perplexidade que gera curiosidade… da complexidade que nega o determinismo;

– Inquietação;

– Projetos;

– Criatividade. 

Que tais experiências indicam que é proveitoso discutir, por exemplo:

– A possibilidade de ampliar para fora da sala de aula o espaço de ensino e os mecanismos necessários para isto (projetos, grupos de pesquisa etc.);

– Os mecanismos necessários para fomentar autonomia e responsabilização dos atores no processo de ensino;

– As relações da pesquisa e extensão com o processo regular de aprendizagem. 

É necessário desenvolver…

– Um ambiente colaborativo;

– Uma formação entrelaçada;

– Um currículo integrador;

– Compromisso com a pesquisa;

– Significância da experiência educativa;

– Ligação com o exterior (a vida como ela é) e como decorrência …

– Transdominialidade;

– Pacto com o Futuro (compromisso: Professor/Aluno – Sociedade/Academia).

Que os Centros Educacionais possam ser assim estruturados:

– Núcleo pedagógico: envolvendo pesquisa, estudo e definição dos conteúdos e a didática a serem ministrados nos diversos cursos;

– Núcleo de neuroeducação: buscando a utilização das descobertas sobre aprendizagem, memória, linguagem e outras áreas da neurociência para que sendo conhecido o processo de aprendizagem e internalização possamos traçar as estratégias mais adequadas voltadas ao ensino e aprendizagem;

– Laboratório de metodologias ativas aplicadas à criatividade e inovação baseando-se em formas de desenvolver o processo de aprender, utilizando experiências reais ou simuladas, visando às condições de solucionar, com sucesso, desafios em diferentes contextos e utilizando processos interativos de conhecimento, análise, estudos, pesquisas e decisões individuais ou coletivas, com a finalidade de encontrar soluções para um problema.

Tal estrutura tem por finalidade precípua fazer com que o aluno construa o conhecimento, partindo de experiências e saberes individuais ou compartilhados, desenvolvendo ao máximo a criatividade e as práticas inovadoras no seu dia a dia.

Em uma Educação que transborda visto que não se conforma.

Que pelas lentes da educação poderemos “ler o mundo” e tornar possível o sonho.

Bem nas palavras de Anísio Teixeira: “Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, a vida no sentido mais autêntico da palavra”

Crescer não é repetir-se ou acomodar-se.

É um constante reinventar-se e a Educação é a nossa mediação com o Futuro, alargando as possibilidades entre a Vida pensada e a Vida Vivida.

*José Barroso Filho é ministro do Superior Tribunal Militar e conselheiro do Conselho Nacional de Educação

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