O debate da sustentabilidade e a importância da gestão ambiental no Brasil

O debate da sustentabilidade e a importância da gestão ambiental no Brasil

Victoria Rizo*

27 de dezembro de 2020 | 08h00

Victoria Rizo. FOTO: DIVULGAÇÃO

O uso da governança no manejo sustentável das organizações está cada vez mais em voga nas discussões políticas e de acordos comerciais. Cada vez mais as empresas estão compreendendo a necessidade de adequar suas práticas a uma atuação sustentável. Queimadas, crises e instabilidades com os desastres naturais no mundo este ano, geraram profunda preocupação ambiental. E o momento atual pede um planejamento que é positivo e responsável para o meio ambiente e para as corporações. Tudo o mais adequado possível às práticas de produção sustentáveis, dentro de modelos economicamente viáveis.

O Brasil está constantemente no centro de uma ampla e indiscutível dúvida: como produzir mais e melhor com os mesmos recursos ou podendo dispor de ainda menos custos. A chamada Environmental, Social and Governance (ESG na sigla em inglês, Governança Social e Ambiental) é o caminho para organizações traçarem um plano futuro de ação sustentável, com a governança aliada às práticas ecologicamente corretas e ao planejamento de riscos e ações.

A prática de ESG consiste em analisar riscos ambientais e todas as ações corporativas que potencialmente interfiram na natureza, na tomada de decisão das empresas. Um tipo de habilidade que cada vez mais será requisitado no mercado.  A prática reflete inclusive no mercado financeiro, que vê valorizadas as ações de empresas que aderem à uma gestão sustentável. Com retorno imenso de valores de mercado e mais, com valor agregado à marca.  Gigantes do mercado estão investindo em modelos sustentáveis.

Investir em práticas socialmente responsáveis é eficaz e indispensável às empresas nos dias atuais. O modelo ESG trata dos três fatores cruciais na medição da sustentabilidade e do impacto social de uma ação em um negócio. Sua implantação proporciona maior segurança em ações das corporações, que podem interferir em meios naturais, garantindo a mediação de riscos, melhor planejamento, além da prática sustentável das operações das empresas. As que aderem se colocam para o mercado, parceiros e contratantes, como socialmente conscientes, o que, além de gerar confiabilidade no que diz respeito a questão técnica, edifica uma boa reputação.

A ampliação do mercado das consultorias do setor ambiental é potencialmente promissora se as corporações brasileiras passarem a investir na gestão sustentável como algo essencial. E investindo em ESG, investem em segurança, responsabilidade, cuidado e responsabilidade social. Mais que pensar na questão da reestruturação corporativa e no cumprimento de leis e avaliações de riscos e manutenção nos padrões de regulamentos, trata se da construção de reputação. E claro, da prática da educação ambiental, através da implementação da gestão responsável. A Técnica ESG  cerca de garantias as empresas, os contratantes e mercado de planejamento e ajuda a medir e afastar riscos. Saem na frente as relações corporativas, a preservação ambiental, o mercado e as marcas das empresas.  É o tipo de investimento na evolução, na segurança e no futuro, que é mais que necessário.

*Victoria Rizo é CEO da 2Tree Consultoria Ambiental

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