‘O crime organizado não tem como vencer o Poder Público organizado’, avisa Moro

‘O crime organizado não tem como vencer o Poder Público organizado’, avisa Moro

Ministro da Justiça e Segurança Pública autorizou envio da Força Nacional para conter onda de violência desencadeada pelo crime organizado no Ceará

Fabio Serapião/ BRASÍLIA e Fausto Macedo/ SÃO PAULO

04 de janeiro de 2019 | 13h57

Ministro Sérgio Moro durante cerimônia de transferência de cargo. FOTO: ADRIANO MACHADO/REUTERS

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse ao Estado nesta sexta-feira, 4, que a decisão de encaminhar a Força Nacional para o Ceará foi tomada após uma “ponderada avaliação” e que as forças de seguranças federais vão atuar de forma integrada com as estaduais para “servir e proteger a população” cearense.

“O crime organizado não tem como vencer o poder público organizado”, disse Moro após publicar uma portaria em que autorizou o envio e permanência por 30 dias de 300 homens e 30 viaturas da Força Nacional. O prazo de permanência, segundo a portaria, poderá ser prorrogado se houver necessidade.

Ataque de bandidos deixa 18 ônibus queimados – dupla incendeia ônibus no Parque Santa Rosa. Foto: Natinho Rodrigues/Diário do Nordeste

Ainda na noite de ontem, Moro já havia determinado que a Polícia Federal, a Rodoviária Federal e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) tomassem as providências necessárias para  auxiliar as autoridades cearenses no combate aos atos de violência ocorridos ao longo do dia.

Nos últimos dois dias, Fortaleza e cidades da região metropolitana da capital cearense foram palco de ataques a veículos e explosão. Pelo menos 16 veículos foram incendiados, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

Em Caucaia, na região metropolitana, houve uma explosão contra um dos pilares de um viaduto na BR-020. A estrutura ficou bastante danificada.

Os ataques aconteceram um dia após o titular da recém-criada Secretaria da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, ter dito que não reconhecia facções no Estado e que não separaria mais os presos de acordo com a ligação com essas organizações.

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