O crescente mercado de imóveis residenciais nos EUA para investidores brasileiros

O crescente mercado de imóveis residenciais nos EUA para investidores brasileiros

Tarcisio Ciampone e Fábio Tavares*

27 de junho de 2019 | 06h00

Tarcisio Ciampone e Fábio Tavares. FOTO: DIVULGAÇÃO

Diante da queda de juros que acontece na economia do Brasil há alguns anos, surge a necessidade de o brasileiro diversificar seus investimentos, seja para aumentar a rentabilidade ou garantir sua reserva de emergência para a futura aposentadoria. No mundo globalizado, é muito simples obter informações e olhar para o exterior como uma alternativa. Porém, por aqui, infelizmente isto ainda não é cultural e estamos passos atrás quando nos comparamos aos investidores de países desenvolvidos.

Por outro lado, felizmente, nota-se uma mudança de comportamento, de acordo com o Banco Central do Brasil. Os números relativos a investimentos no exterior quase dobraram nos últimos 10 anos, passando de aproximadamente US$ 210 bilhões em 2008 para quase US$ 500 bilhões no ano passado.

Neste sentido, um dos locais preferidos para investidores do Brasil, por inúmeros motivos, ainda são os Estados Unidos. A maior economia do mundo atrai cada vez mais os brasileiros que desejam maior rentabilidade e segurança.

Pela simplicidade e certa familiaridade com o assunto, o mercado imobiliário tem sido a porta de entrada. Por muitos anos, as famosas vacation homes, as casas de férias nos EUA alugada para turistas durante o período que estiver no Brasil, foram a alternativa mais popular.

Atualmente, entretanto, os resultados dessa forma de investimento são questionáveis, pois não há garantida de sucesso e rentabilidade.

Surge então uma pergunta: realmente vale a pena investir no mercado imobiliário americano? A resposta correta é “sim”, mas tudo dependerá da estratégia.

Existem, hoje, milhares de pessoas que vivem do mercado imobiliário nos Estados Unidos. Isto é uma profissão atualmente, e não apenas para os corretores.

O negócio é tão grande que há vários programas de televisão sobre o tema, onde pessoas comuns, com as mais variadas formações acadêmicas, se tornam especialistas no assunto. Na TV a cabo no Brasil, muita gente já conhece, por exemplo, o programa americano chamado “Irmãos à obra”, que até fã clube brasileiro possui.

A divulgação na mídia, por parte da televisão e das redes sociais, criou um ambiente favorável para que um enorme mercado chegasse ao conhecimento do público brasileiro. Tornar-se um investidor profissional e viver somente disso já não é mais exclusividade dos americanos, e muitos aqui já estão se especializando.

Nos EUA, o brasileiro disposto a aportar capital encontra diversos fatores positivos, como a economia aquecida e a legislação local, que permitem ao investidor entrar neste mercado bastante atrativo.

Entre os modelos de investimento, há a conhecida estratégia das Flipping Houses, que nada mais é do que a compra de uma propriedade abaixo do valor de mercado, sua reforma e posterior venda a um futuro morador. Para alguns investidores habituais, esta estratégia tem enorme sucesso, pois alia o baixo risco à alta rentabilidade.

Entretanto, o grande segredo deste business está na compra da propriedade. E, neste universo, é preciso dizer que existem inúmeras estratégias de aquisição do imóvel, como os leilões de banco e os dos condados, além de outras excelentes tratativas comerciais, nas quais é possível pagar, muitas vezes, menos que 50% do valor de mercado na propriedade.

Com uma margem de lucro na mão, é possível reformar e revender, gerando, assim, uma alta rentabilidade, que pode chegar, na média, de 15% a 30% de rentabilidade por ano.

Neste cenário, como o mercado financeiro brasileiro tem oferecido baixa rentabilidade, em torno de 6,5% ao ano, é perfeitamente factível triplicar os ganhos aumentando muito a velocidade de crescimento do patrimônio e acelerando assim a aposentadoria com o investimento no mercado americano.

Além disso, este tipo de operação é um caminho para a independência financeira e uma excelente opção para quem pensa em morar nos Estados Unidos.

Fora as Flipping Houses, outra opção muito inteligente após comprar um imóvel de investimento é a locação, para ter uma renda mensal em dólar. Tal estratégia é muito utilizada por americanos, que costumam ter um portfólio de propriedades alugadas para se aposentar precocemente.

Tal objetivo não está longe do alcance dos brasileiros, que tendo recebimentos mensais em dólar podem se aposentar morando no Brasil ou em qualquer lugar do planeta, uma vez que estarão protegidos pela moeda mais forte do mundo.

A estratégia das Flipping Houses é tão boa, que os investidores costumam dizer que mesmo quando dá errado também pode dar certo.

Por exemplo, se o investidor comprar uma propriedade para Flipping, basicamente seu objetivo inicial será reformar e vender. Entretanto, após a reforma, caso haja dificuldades para a venda, pode-se mudar o negócio para o aluguel, gerando renda passiva em dólar mensalmente.

Outro aspecto importante para destacar nesta modalidade de investimento é a proteção patrimonial. Atualmente, as incertezas políticas tornam o Brasil pouco seguro para ter 100% do capital investido.

Em um momento de crise severa, a nossa moeda poderá, no futuro, valer muito pouco internacionalmente, e isso é, no mínimo, preocupante. Já tivemos exemplos negativos na América do Sul, como Venezuela e Argentina.

Sendo assim, diversificar os investimentos e explorar novas fronteiras para aportar o capital pode ser a grande chave para brasileiros terem uma tranquilidade financeira no futuro, mesmo que ainda essa não seja a cultura, principalmente, dos nossos investidores mais conservadores.

O mercado imobiliário americano com vários tipos de imóveis à compra, reforma e venda é extremamente convidativo a excelentes oportunidades de negócios e para diferentes perfis investidores.

*Tarcisio Ciampone e Fábio Tavares são executivos da Imóveis USA, empresa especializada em investimentos no mercado imobiliário americano para brasileiros

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