O avanço da telemedicina no Brasil

O avanço da telemedicina no Brasil

Carlos Lopes*

17 de novembro de 2021 | 03h00

Carlos Lopes. FOTO: DIVULGAÇÃO

Entre 2020 e 2021, mais de 7,5 milhões de atendimentos foram realizados, por mais de 52,2 mil médicos, via telemedicina no Brasil – 87% deles foram das chamadas primeiras consultas. Pouco mais de um ano após a aprovação pelo Congresso, a Lei 13.989 já apresenta impactos no sistema de saúde. Um avanço que, inegavelmente, já alterou a dinâmica do sistema de saúde no Brasil.

A pandemia da Covid-19 desencadeou um crescimento exponencial dessas áreas, globalmente, mostrando que precisamos de agilidade no desenvolvimento de soluções e nesse quesito, a corrida se estendeu também no segmento de certificação digital uma vez que se tornou necessário assinar digitalmente documentos na parte de saúde (como atestados, pedidos de exames e receitas médicas de forma que tivessem validade jurídica.

A telemedicina e a telessaúde aceleram a logística do atendimento, mas também podem contribuir para reduzir desperdícios e os custos com a saúde.

Somente no Brasil houve um aumento de mais de 800% no uso da telemedicina nos seis primeiros dias da pandemia, segundo pesquisa publicada na revista cientifica Plos One em julho deste ano. A pandemia mostrou as variadas interações de telessaúde de vários tipos, consultas virtuais, usando vídeo, telefone ou bots de bate-papo para ajudar a determinar sintomas, fazer triagem, rastrear pacientes com Covid-19 e com doenças crônicas.

A saúde pública também está utilizando a telemedicina durante a pandemia. De acordo com o Ministério da Saúde, desde abril, o TeleSus atendeu 73,3 milhões de pacientes que fizeram consultas remotas via aplicativo. Para a saúde pública, é fundamental que essas aplicações de medicina sejam ampliadas urgentemente para controle da doença e monitoramento de pacientes com doenças crônicas e dificuldade de locomoção.

Todas as crises mundiais aceleram a sociedade em pelo menos uma década,. Atualmente estamos presenciando o início de mudanças muito profundas em como lidamos com a saúde e principalmente um deslocamento na gestão de saúde com o empoderamento do paciente, o auto cuidado com o seu maior bem que e a saúde. O próprio paciente vai poder gerenciar a sua própria saúde, com a evolução da telemedicina e aplicativos de atendimento, coordenado e acompanhado pelo seu medico, onde sistemas de inteligência artificial vao poder fazer triagem de pacientes, identificar interações de medicamentos trazendo mais segurança para o atendimento e cuidado com o paciente. É o futuro da saúde.

*Carlos Lopes, médico, pós-graduado em nutrologia, CEO e fundador da MEDX Tecnologia, extensão pela Harvard Medical School em Obesidade e Social Media for HealthCare. Cursando desde 2019 o programa de Executive Management pelo MIT. É professor convidado da pós-graduação de nutrologia do Hospital Israelita Albert Einstein e da Associação Brasileira de Nutrologia/BWS

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