O ano de 2021 terá mais oportunidades para diversos setores, inclusive o de eventos e palestras

O ano de 2021 terá mais oportunidades para diversos setores, inclusive o de eventos e palestras

Alexandre Slivnik*

11 de setembro de 2020 | 03h00

Alexandre Slivnik. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Embora ainda faltem alguns meses para o ano acabar, muitos setores já estão pensando em 2021 e, entre esses, está o setor de eventos e palestras. Com a pandemia que estamos vivendo intensamente desde março, tivemos uma série de mudanças em protocolos de saúde e o distanciamento social virou uma regra. Mas a perspectiva para o próximo ano é de muito trabalho, especialmente nessa área, já que existem novas possibilidades, como o home office e a flexibilização do trabalho de forma geral.

Nos últimos meses, muitas empresas têm aderido aos eventos online, que é uma maneira interessante de continuar a engajar os colaboradores mesmo a distância, com ações que promovem a interação da equipe. Por outro lado, algumas outras companhias não estão inteiramente no ambiente digital e, por terem uma cultura tradicional, é mais complicado realizar esse tipo de atividade ou mesmo esperar por resultados melhores a partir desse tipo de evento.

Com essas questões em mente, é importante destacar que a realização de qualquer evento depende muito da cultura e do objetivo da empresa a partir dele: um evento online atinge maior número de pessoas, mas os presenciais seguem obtendo maior aderência e profundidade, o que pode ser mais benéfico para o negócio.

A mudança de rotina afetou pessoas em todo mundo, mas especialmente no Brasil, onde as pessoas costumam se acolher, o distanciamento social tem sido mais impactante entre os colegas de trabalho. Nesses casos, o papel do gestor é encontrar maneiras de fazer com que os colaboradores se sintam mais unidos com meios alternativos, como happy hours online ou reuniões descontraídas, é legal manter o sentido de união do time em momentos como esse.

Para alguns, no entanto, o home office é um ambiente mais produtivo e agradável e muitas empresas pretendem seguir com essa modalidade de trabalho daqui em diante, até mesmo oferecer algumas vantagens, como custos menores e mais liberdade. Mas isso não será um empecilho para reuniões quando a situação for normalizada. Alguns líderes já planejam encontros de times (mensais ou bimestrais) mais interessantes do que as reuniões formais em salas fechadas: sem o custo de um endereço fixo, o encontro pode acontecer em lugares como um resort na praia ou no campo – e ainda assim, ser mais barato.

Uma iniciativa interessante das empresas durante esse período foi manter benefícios como o valor do vale-transporte e direcioná-lo para o pagamento de contas das casas dos colaboradores e até ferramentas que eles necessitam para trabalhar, como mesas e cadeiras confortáveis.

Para o mercado de palestrantes, o ano de 2021 é um prato cheio, além das oportunidades de realizar as apresentações via internet, basta ver as agendas de espaços de eventos e convenções no próximo ano para perceber a lotação, até mesmo por conta de todos os eventos que foram remarcados. Esses possíveis encontros mais despojados entre líderes e colaboradores também vão impactar positivamente esse setor, então o mercado de palestras, de eventos, alimentação para eventos e até mesmo hotelaria estarão em alta no ano que vem.

*Alexandre Slivnik, autor de O Poder da Atitude. Diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, vice-presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor-geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). Membro da Society for Human Resource Management (SHRM) e da Association for Talent Development (ATD). Palestrante

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