O ano da tecnologia digital

O ano da tecnologia digital

Lucas Buffo*

19 de janeiro de 2021 | 03h15

Luiz Buffo. FOTO: DIVULGAÇÃO

A pandemia do coronavírus trouxe um cenário desafiador para muitos negócios, principalmente para os pequenos e microempreendedores: entrar no universo digital. Quem não tinha um site ou não fazia vendas online ficou, de uma hora para outra, sem ter onde vender e a única solução foi “correr atrás” do tempo perdido. De acordo com a Associação de e-Commerce (ABComm) surgiram 80 mil novas lojas, que correspondem a um crescimento do setor em cerca de 30%.

Paralelamente, consumidores que antes não compravam por notebooks, computadores, smartphones e outros meios eletrônicos, tiveram que se adaptar e adquirir esse novo hábito de consumo. Os supermercados, locais tidos como essenciais e que sempre tiveram uma boa presença do público presencialmente, registraram alta de 14% na entrada de novos shoppers por meio de aplicativos de entregas, seguido das farmácias com alta de 10%, segundo pesquisa da Ebit Nielsen. Não é por menos que 2020 se tornou o ano da tecnologia digital.

Com a necessidade vindo das duas pontas, aplicativos, sites e ferramentas de entregas e deliverys nunca foram tão necessárias! Não é possível comparar com o setor de gastronomia, que sempre viveu imerso nesse movimento, mas certamente houve um grande aprendizado por parte das indústrias do consumo geral. A tecnologia digital é um caminho sem volta, afinal de contas, nem todos enxergavam isso. Falar em inteligência artificial, ciência de dados, tráfego e métricas parecia algo muito avançado para alguns negócios, na qual o empreendedor leigo no assunto interpretava como cinematográfico. Hoje a visão é diferente.

Tão diferente que foi possível enxergar também a solidariedade: consumidores divulgando comércios de bairro em suas redes sociais, campanhas para ajudar os pequenos negócios, e até mesmo e-commerces oferecendo a sua estrutura para vendas de produtos de terceiros. Esse último caminho acabou sendo de grande valia para ajudar a sobreviver à crise da pandemia, já que, uma vez que o e-commerce estava mais consolidado com site responsivo e com ferramentas de dados que permitiam organizar e agilizar os sistemas internos, principalmente a logística, foi mais fácil se estruturar para vender.

O que se espera agora é que todos que conseguiram sobreviver possam dar a volta por cima com uma nova aliada na jornada do empreendedorismo no Brasil e não vejam a tecnologia como algo impossível de se implementar.

*Luiz Buffo é CIO da Flores Online

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