O acordo de ‘cala boca’ com o laranja do fornecedor de campanhas petistas

Confira os termos do acordo encaminhado à Justiça entre o ex-motorista de um dos principais empresários que trabalhou para as campanhas petistas desde 1990 e seu antigo chefe

Mateus Coutinho, Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fabio Serapião, de Brasília

10 de julho de 2016 | 05h01

Após 10 anos trabalhando como motorista pessoal de Carlos Roberto Cortegoso, dono da Focal Comunicação, segunda maior fornecedora da campanha de Dilma, da qual recebeu R$ 25 milhões nas eleições de 2014, Jonathan Gomes Bastos admite ter atuado como laranja do empresário que está na mira da Polícia Federal e tentou negociar na Justiça um acordo com seu ex-chefe para receber uma indenização mensal de R$ 6 mil por 12 anos e ficar em silêncio.

O acordo foi proposto no fim do ano passado, ao mesmo tempo em que ele acionou a Justiça contra seu antigo patrão pedindo uma indenização de ao menos R$ 4 milhões por não ter recebido dinheiro movimentado em uma das empresas de Cortegoso na qual aparecia como sócio até 2011: a CRLS Consultoria e Eventos, que está na mira da Procuradoria da República por suspeita de ter operado caixa 2 do PT.

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O valor é referente ao lucro que a empresa teria obtido ao adquirir e depois revender em 2010 sete terrenos do pecuarista José Carlos Bumlai, em São Bernardo do Campo. Os advogados de Cortegoso e de Jonathan tentaram negociar os termos do acordo, que nunca foi oficialmente assinado pelo empresário, que ainda assim fez os pagamentos previstos no documento até maio deste ano.

O ACORDO QUE PREVÊ O ‘CALA BOCA’ DO EX-MOTORISTA DE CORTEGOSO:

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