Nuzman pede liberdade

Custódia do presidente do COB foi convertida de temporária para preventiva nesta segunda-feira, 9, por ordem do juiz federal Marcelo Bretas

Julia Affonso, Luiz Vassallo e Fausto Macedo

10 de outubro de 2017 | 11h49

Carlos Arthur Nuzman. Foto: REUTERS/Bruno Kelly

O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, quer liberdade. A defesa do executivo entrou com um pedido de habeas corpus na madrugada desta terça-feira, 10, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Na alegação, os advogados chamam a prisão preventiva do executivo de “medida abusiva, desnecessária e ilegal”.

Nuzman e seu braço direito Leonardo Gryner foram presos na Operação Unfair Play – investigação sobre esccolha do Rio como cidade olímpica – no dia 5 de outubro. Nesta segunda-feira, 10, o juiz federal Marcelo Bretas converteu a custódia de Nuzman em preventiva – por tempo indeterminado – e prorrogou a de Grynner.

O presidente do COB e seu braço direito estão presos em uma cadeia em Benfica, no Rio.

O pedido da defesa é assinado pelos advogados Nélio Machado, João Francisco Neto e Guido Ferolla.

“Se vê, pela ótica do juiz de primeiro grau, que todo o esteio de sua argumentação se louva na equívoca interpretação de que Carlos Arthur Nuzman, o atleta consagrado, o denodado dirigente esportivo, dedicado ao 6 desporto em muitas décadas de sua existência, contando 75 anos de idade, pudesse desprezar por completo seus ideais, seu sonho, sua razão de viver, seu maior mote existencial, para, obtendo êxito, mercê da realização dos Jogos Olímpicos em 2016, viesse a auferir vantagens, benesses ou propinas”, afirma a defesa.

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