‘Nunca vi um chefe de Estado tão mal assessorado como a nossa Presidente’, diz Joaquim Barbosa no Twitter

‘Nunca vi um chefe de Estado tão mal assessorado como a nossa Presidente’, diz Joaquim Barbosa no Twitter

Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal abordou a fala de Dilma Rousseff sobre delação premiada; ele postou oito mensagens em seu Twitter

Redação

30 de junho de 2015 | 11h21

Por Fausto Macedo e Ricardo Chapola

Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, disse que ‘nunca viu um chefe de Estado tão mal assessorado como a nossa atual Presidente’. Em sua página na internet, Barbosa tuitou. “Há algo profundamente errado na nossa vida pública. Primeiro: nunca vi um Chefe de Estado tão mal assessorado como a nossa atual Presidente.”

Foram oito mensagens do ministro em seu Twiter. “Esqueci de dizer: “colaboração” ou “delação” premiada é um instituto penal-processual previsto em lei no Brasil! Lei!!!”, prosseguiu, em mais um post.

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O ex-presidente do Supremo se refere às palavras da presidente Dilma Roussef (PT) que, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira, 29, disse ‘não acreditar em delator’ – ao ser indagada sobre as revelações do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, que indicou repasses a pelo menos 18 políticos, inclusive para a campanha da petista à Presidência.

” Assessoria da Presidente deveria ter lhe informado o significado da expressão “law enforcement”: cumprimento e aplicação rigorosa das leis”, diz Joaquim Barbosa. “Zelar pelo respeito e cumprimento das leis do país: esta é uma das mais importantes missões constitucionais de um presidente da República!”

Barbosa insistiu. “Nossa Constituição outorga ao presidente a prerrogativa de vetar um projeto ou de impugnar uma lei perante o STF por inconstitucionalidade. Porém, a Constituição não autoriza o Presidente a “investir politicamente” contra as leis vigentes, minando-lhes as bases.”
Barbosa sugere que “caberia à assessoria informar a Presidente que: atentar contra o bom funcionamento do Poder Judiciário é crime de responsabilidade!”

O ex-ministro convida à reflexão, ao falar da corrupção. “Reflitamos coletivamente: vocês estão vendo o estrago que a promiscuidade entre dinheiro de empresas e a política provoca nas instituições?”

E finaliza: “Esqueci de dizer: “colaboração” ou “delação” premiada é um instituto penal-processual previsto em lei no Brasil! Lei!!!”

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