‘Nunca precisei de apoio político para progredir’

‘Nunca precisei de apoio político para progredir’

Rogério Manso, ex-diretor da Petrobrás (Abastecimento), reagiu às denúncias do ex-deputado Pedro Correa (PP/PE) que, em delação premiada, o acusou de arrecadar propinas na estatal petrolífera

Luiz Vassallo e Julia Affonso

18 de outubro de 2017 | 16h40

Petrobrás. Foto: PAULO VITOR/AGENCIA ESTADO/AE

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Rogério Manso disse nesta quarta-feira, 18, que ‘nunca precisou de apoio político para progredir’ na carreira. Indignado com a citação ao seu nome pelo ex-deputado Pedro Corrêa (PP/PE) como suposto arrecadador de propinas na estatal petrolífera, Manso afirmou que ‘jamais realizou ou permitiu que alguém realizasse qualquer ato ilícito’.

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“Durante minha carreira, incluindo o período em que fui responsável pela área de Abastecimento, jamais realizei ou permiti que alguém realizasse qualquer ato ilícito ou que pudesse prejudicar a Companhia a que servi, com orgulho, durante 28 anos”, enfatizou Rogério Manso.

Pedro Corrêa é réu e preso da Operação Lava Jato. Em delação premiada que fechou com a Procuradoria-Geral da República, em busca de benefícios como redução de pena e a liberdade, ele afirmou que o ex-presidente Lula ‘tinha pleno conhecimento da arrecadação de propinas no âmbito do Mensalão’ e que o petista participou da indicação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa.

Segundo o ex-deputado, Lula ‘tinha a convicção e certeza de que os partidos iriam usar essas pessoas [indicados a cargos em estatais] e iriam arrecadar junto aos empresários recursos para fazer campanha política’.

Pedro Corrêa citou Manso. “Foi marcada a reunião, no gabinete e na presença do presidente Lula, estavam presentes eu, o ex-deputado e líder do PP Pedro Henry,o ex-deputado e tesoureiro do PP José Janene, o ministro das Relações Institucionais Aldo Rebello, o ministro da Casa Civil José Dirceu e o então presidente da Petrobrás José Eduardo Dutra. Rogério Manso respondia a José Eduardo Dutra, inclusive arrecadava propina a este, motivo pelo qual a demora da nomeação pode ser justificada. Nesta reunião, o principal diálogo que se deu entre o presidente Lula e o então presidente da Petrobrás José Eduardo Dutra foi relacionado à demora na nomeação de Paulo Roberto Costa. Lula questionou a demora para a nomeação de Paulo Roberto Costa por José Eduardo Dutra, o qual disse que essa cabia ao Conselho de Administração da Pedrobrás. Na ocasião, Lula disse a Dutra para mandar um recado aos conselheiros que se Paulo Roberto Costa não estivesse nomeado em uma semana, ele iria demitir e trocar os conselheiros da Petrobrás”, relatou.

“Nunca precisei de apoio político para progredir; como empregado concursado e com experiência nas áreas em que atuei, sempre exerci minhas atribuições de forma leal e honesta”, reagiu Rogério Manso, em declaração à reportagem do Estadão.

O ex-diretor da estatal petrolífera defende ‘consequências’ para o delator. “Prevalecendo a justiça, espero que as declarações difamatórias de Pedro Corrêa gerem consequências em sua delação, em linha com o artigo 19 da lei 12.850/2013. “

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