‘Nunca esquecerei daqueles olhos frios e daquele corpo asqueroso sobre o meu’

‘Nunca esquecerei daqueles olhos frios e daquele corpo asqueroso sobre o meu’

Moça estuprada enquanto dormia relata nas redes sociais como lutou para escapar de homem que invadiu sua casa em Porto Seguro, na Bahia; Tácio da Conceição Bonfim foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia na segunda, 3, por estupro de vulnerável e furto qualificado

Pepita Ortega

07 de fevereiro de 2020 | 07h21

A promotora Michelle Souto, do Ministério Público da Bahia, denunciou na segunda, 3, Tácio da Conceição Bonfim por estupro de vulnerável e furto qualificado por invadir a casa de uma mulher em Caraíva, Porto Seguro, e ‘praticar atos libidinosos’ com a moça enquanto ela dormia. O caso foi denunciado nas redes sociais pela vítima, Maria do Carmo Ribeiro.

Tácio está preso preventivamente e é suspeito de abusos contra mais cinco mulheres, indicou a Promotoria.

Maria do Carmo relatou nas redes sociais que no dia 21 de janeiro por volta das 5h30 acordou com o homem em cima dela.

Ele estava com o nariz e a boca cobertos por uma camisa vermelha.

Os objetos que o suspeito deixou na casa de Maria do Carmo. Foto: Reprodução

De acordo com a Promotoria, Tácio teria invadido a casa pelo telhado, com uso de uma escada. Entrou por uma parte destelhada do teto do banheiro.

“Suas pernas estavam sobre as minhas, uma de suas mãos estava esfregando minha vagina e com a outra ele se masturbava. Assim que me viu abrir os olhos ele continuou, como se nada tivesse acontecido. Nunca esquecerei daqueles olhos frios e daquele corpo asqueroso sobre o meu. Não sei de onde tirei forças, comecei a bater nele e levantar”, contou Maria do Carmo na postagem.

Segundo ela, o abusador fugiu pela parte destelhada da casa após seu companheiro, que dormia no quarto ao lado, acordar e perguntar o que estava acontecendo.

“Meu companheiro passou a procurá-lo às voltas das casas enquanto aos gritos eu lhe informava da camisa vermelha. Enquanto meu companheiro buscava voltei ao quarto e notei que havia sumido meu celular. E uma cueca e um protetor solar que ele usou como lubrificante em mim repousavam sobre a cama”, relata Maria do Carmo.

No dia do abuso, Maria conta que passou o dia descrevendo o ocorrido e, por causa da descrição do homem e pela camisa vermelha que ele deixou para trás, conseguiu identificá-lo.

Tácio retornou à vila no dia seguinte, registra a postagem de Maria. A moça foi chamada para reconhecê-lo e viu que ele carregava seu celular, com a mesma capinha e a mesma película que ela usava.

“A polícia veio à Caraíva para levá-lo, saímos às 1h30 da manhã e chegamos às 3h30 na delegacia de Porto Seguro, onde prestei declarações, enquanto ele ainda teve a pachorra de negar o crime. Meu celular me foi restituído e voltei para casa. Exausta, abalada, exaurida.”

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