Número 2 de Ramagem na Abin é o mais cotado para o comando da PF para driblar ordem do Supremo

Número 2 de Ramagem na Abin é o mais cotado para o comando da PF para driblar ordem do Supremo

Jair Bolsonaro disse neste domingo, 3, que novo diretor-geral da Polícia Federal será anunciado na segunda, 4; entre os nomes que disputam o posto ganha força cada vez mais Rolando Alexandre de Souza, braço direito do comandante da Agência Brasileira de Inteligência e preferido do presidente, mas vetado por decisão do ministro Alexandre de Moraes

Fausto Macedo e Paulo Roberto Netto

03 de maio de 2020 | 17h12

O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste domingo, 3, que o novo diretor-geral da Polícia Federal será indicado nesta segunda, 4. Apesar de não citar nomes, o mais cotado para a vaga deixada por Maurício Valeixo é Rolando Alexandre de Souza, secretário de Planejamento e Gestão da Abin e número dois de Alexandre Ramagem, barrado de assumir o cargo por liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Rolando é considerado homem de confiança de Ramagem e sua indicação é uma forma do Planalto ‘driblar’ a decisão de Moraes colocando alguém próximo de Ramagem e do gosto de Bolsonaro. O número 2 da Abin foi superintendente regional da PF em Alagoas, chefe do Serviço de Repressão a Desvios de Recursos Públicos em Brasília. Ele está nos quadros da corporação há 15 anos.

O número dois da Abin, Rolando Alexandre de Souza. Foto: Divulgação

Outro nome visto com grande possibilidade de indicação é o delegado Paulo Gustavo Maiurino, atual secretário de segurança do Supremo. O nome é de agrado dos onze ministros da Corte, em especial do presidente do Supremo, Dias Toffoli.

Com 22 anos de carreira, Maiurino foi chefe de escritório em Chuí, na fronteira com o Uruguai, e integrou quadros da PF que investiga crimes financeiros, como o Mensalão, que levou ao banco dos réus nomes como José Dirceu e José Genoino.

Maiurino também foi subsecretário de Segurança Pública no Rio e atuou na pasta de Segurança Pública do Distrito Federal.

O delegado Paulo Gustavo Maiurino. Foto: Governo de SP / Divulgação

Outros dois nomes correm por fora, como o superintendente regional no Amazonas, Alexandre Saraiva, e o delegado Josélio Azevedo de Sousa, que estudou com o atual ministro da Justiça, André Mendonça, na Espanha.

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