Número 1 da PF diz que ‘corrupção é mal de profundas raízes’

Número 1 da PF diz que ‘corrupção é mal de profundas raízes’

Mateus Coutinho

19 de novembro de 2013 | 11h26

Em pronunciamento aos policiais federais de todo o País, delegado Leandro Daiello pede união por “uma sociedade menos impactada pelos malefícios das drogas e pela corrupção’

O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Leandro Daiello, recomendou nesta segunda feira, 18, a todos os policiais da corporação que se unam para combater a “corrupção, esse mal de profundas raízes”.

Na avaliação de Daiello, em mensagem enviada simultaneamente à PF em todo o País, a corrupção “impede que vultosas somas de recursos públicos sejam utilizadas em prol do desenvolvimento do País e da melhoria da qualidade de vida do nosso povo”.

O pronunciamento do chefe da PF foi lido em todas as superintendências regionais da instituição, que comemorou o dia do policial federal.

Daiello destacou que é possível o País viver em “uma sociedade menos impactada pelos malefícios das drogas e pela corrupção”.

Ele pregou que “para a busca desse ideal é fundamental a união dos esforços dos policiais federais, a luta incansável, muito trabalho com a dedicação dos valorosos servidores vocacionados para um Brasil melhor”.

O diretor-geral da PF disse que todos os policiais “devem continuar orgulhosos”. “Pertencemos a uma instituição respeitada, que é referência no País”

Para Daiello, a instituição que dirige “é fruto do trabalho daqueles que, juntos, se empenham para que a Polícia Federal funcione cada vez melhor”.

Diretor-geral da Polícia Federal fala dos desafios de se combater a corrupção. Foto: Divulgação Polícia Federal

 

“Tem sido assim, ano após ano, apesar das barreiras e desafios”, ressaltou o chefe da PF. “O resultado do esforço dos nossos homens e mulheres de polícia é inspirador, o principal motivo para lutarmos arduamente na busca de reconhecimento da devida remuneração, do respeito à dignidade, para desenvolvermos melhor as nossas atividades estressantes e de risco.”

Daiello enumerou o que chama de “algumas conquistas na busca da valorização do policial”: aquisição de coletes balísticos e novas viaturas para todas as unidades da corporação, além da reforma e da entrega de novas lanchas dotadas de moderna tecnologia e adaptadas para o patrulhamento de fronteiras. Citou, ainda, a inauguração da nova superintendência no Estado de Roraima e de delegacias situadas em cidades do interior de São Paulo, Maranhão e Paraíba.

Anunciou para a próxima semana inauguração de outras sedes da PF no Acre, Ceará e Amapá, antigas aspirações dos policiais que atuam nessas regiões.

Daiello comemorou a lei que instituiu indenização de fronteiras e de localidades de difícil provimento em benefício de servidores da PF que atuam nessas áreas de alto risco.

A lei, que acaba de ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff, tem origem em projeto que a Direção Geral da PF encaminhou ao Executivo em 2011 e por ele fez constantes gestões junto ao Ministério da Justiça, ao Ministério do Planejamento e à Casa Civil.

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