Novo chefe da PF/SP diz que corrupção ‘mina esperança de dias melhores para os filhos dessa pátria’

Novo chefe da PF/SP diz que corrupção ‘mina esperança de dias melhores para os filhos dessa pátria’

Ao tomar posse, nesta sexta, 15, delegado Lindinalvo Alexandrino de Almeida Filho avisa que dará 'enfoque extremado à praga da corrupção'

Julia Affonso e Fausto Macedo

15 de março de 2019 | 14h17

Lindinalvo Alexandrino de Almeida Filho

O delegado Lindinalvo Alexandrino de Almeida Filho tomou posse nesta sexta-feira, 15, no cargo de superintendente regional da Polícia Federal, em São Paulo, e promteu ‘enfoque extremado ao combate à praga da corrupção’. Ele substitui o delegado Disney Rosseti, nomeado Diretor-Executivo (Direx) – segundo posto na hierarquia da Direção-Geral da corporação, em Brasília.

“Daremos enfoque extremado ao combate à praga representada pela corrupção, prática perniciosa, de onde derivam vários outros ilícitos”, afirmou o novo chefe da PF em São Paulo, a maior superintendência do País.

“O combate à corrupção tem sido uma das grandes preocupações dessa Superintendência na capital e no interior”, ele disse.

Lindinalvo Filho destacou a produção da PF em São Paulo no combate aos malfeitos. “Nos anos de 2016 a 2018, foram deflagradas inúmeras operações oficiais em todas as áreas de atuação dessa Polícia, com destaque para 39 ações, sendo 13 no interior e 26 na capital, com o cumprimento de 802 mandados de busca e apreensão e 156 prisões.”

Ele disse. “Todas (as operações) com o fito de fazer cessar prejuízos causados ao erário, que somavam mais de R$ 4,5 bilhões. Dessas operações, os valores apreendidos e bens sequestrados totalizam aproximadamente meio bilhão de reais, incluindo dinheiro em espécie e imóveis.”

A posse reuniu centenas de policiais, inclusive o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, o diretor-executivo Rosseti, o superintendente da PF no Paraná Luciano Flores, o delegado da Lava Jato Igor Romário de Paulo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), a presidente do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3) desembargadora Therezinha Cazerta, o ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça.

O novo superintendente ingressou na PF em 1987, em Ponta Porã (MS), no cargo de agente. Dr. Filho, como é chamado por seus pares, foi aprovado em concurso público e tomou posse, no ano 2000, como delegado da PF em Ribeirão Preto (SP). Cinco anos depois, fundou e foi o primeiro responsável pela Delegacia de Polícia Federal de Cruzeiro (SP).

Ele foi chefe da delegacia em Ribeirão Preto de 2008 a 2017. Em setembro daquele ano, passou a integrar o corpo de dirigentes da PF em São Paulo na função de Delegado Regional Executivo, exercendo-a até sua nomeação como Superintendente Regional.

O novo corpo diretivo da Polícia Federal em São Paulo será composto ainda pelos delegados Luiz Roberto Ungaretti de Godoy (Delegado Regional Executivo) e Marcelo Ivo de Carvalho (Delegado Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado). Em seu discurso de posse, Lindinalvo Alexandrino de Almeida Filho se comprometeu ‘a apresentar com a maior brevidade possível o resultado do trabalho que já estamos empreendendo no sentido de tornar extremamente dificultosa a ação dos grupos criminosos que ainda creem na impunidade’.

“Pretendemos continuar a apresentar a sociedade números expressivos mormente dos ilícitos que minam a esperança de dias melhores para nossos filhos, para os filhos dessa pátria, que vem sendo atacada de todas as formas pelos que insistem na obtenção do lucro fácil através das mais variadas formas de cometimento de crimes. Todos de enorme poder destruidor”, afirmou o novo superintendente.

“Lançaremos mão dos meios jurídicos eficazes dos quais dispomos, além dos que estão apresentados ao Congresso Nacional e que auguramos sejam implementados a fim de facilitar o enfrentamento aos grupos criminosos estabelecidos em nosso País.”

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