Novo chefe da PF em Santos diz que corrupção reforça ‘espúria cultura da malandragem’

Novo chefe da PF em Santos diz que corrupção reforça ‘espúria cultura da malandragem’

Delegado Júlio César Baida Filho prega combate a malfeitos na administração pública

Redação

16 de março de 2015 | 05h30

Por Fausto Macedo

A corrupção é um dos alvos principais do novo chefe da Delegacia de Polícia Federal em Santos, Júlio César Baida Filho. Ao assumir o cargo nesta sexta feira, 13, Baida destacou que será prioridade de sua gestão o combate ao narcotráfico, ao contrabando e às fraudes previdenciárias, mas enfatizou a importância do cerco aos malfeitos com recursos públicos. “Pelo ralo da corrupção escoa o dinheiro que falta nas áreas da saúde, da educação e da própria área da segurança”, disse o delegado da PF.

Badia Filho. Foto: PF/ACS

Baida Filho. Foto: PF/ACS

Júlio César Baida Filho, na PF desde 2002, vai dirigir importante unidade da corporação no Estado. Seu território de ação alcança 24 municípios da Baixada Santista, onde residem 2,5 milhões de habitantes, e onde se situa o porto de Santos, maior da América Latina. Baida já atua em Santos há alguns anos. Ele ocupou o posto de Delegado Executivo na Delegacia da PF. Pós graduado em Inteligência Policial pela Escola Superior de Polícia da Academia Nacional de Polícia no ano de 2012, ele participou diretamente de algumas das mais complexas e estratégicas missões de sua instituição nos últimos anos – no cerco ao tráfico internacional, ao comércio ilícito de produtos químicos e às fraudes na área de comércio exterior.

Ele também atuou na famosa Operação Oversea, que levou para a prisão, por ordem do juiz federal Roberto Lemos, da 5.ª Vara Criminal de Santos, toda uma perigosa organização que exportava drogas para o exterior via porto de Santos. Em sua posse, Júlio César Baida Filho destacou algumas dessas ações recentes e criticou, em um dos casos, o envolvimento de “funcionários públicos corruptos”. Nesse ponto de seu pronunciamento – no auditório da Associação Comercial de Santos, perante um grande número de delegados, inclusive o superintendente regional da PF em São Paulo, Roberto Troncon, além de magistrados, procuradores da República e militares -, Júlio César Baida Filho mirou os fraudadores do Tesouro.

“No que diz respeito à corrupção entendo que a principal missão hoje das instituições públicas dedicadas à defesa da sociedade deve ser o seu combate”, pregou o novo chefe da PF em Santos.

Na avaliação de Baida “certamente não existe modalidade criminosa que maiores danos traz às pessoas do que a corrupção”. “Pelo ralo da corrupção escoa o dinheiro que falta na saúde, na educação, na própria área da segurança”, alerta o delegado.

“A corrupção, além dos danos que por si só traz, também constitui um péssimo exemplo para o nosso povo, principalmente para os mais jovens que ainda estão em processo de formação, reforçando a espúria cultura da malandragem e da obtenção de benefícios pessoais em detrimento do próximo.”

“Por esse motivo a corrupção, em todos os seus aspectos, deve ser rigorosamente combatida”, declarou.

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