Nova xerife dos procuradores defende poder ‘sem abuso’ e atuação ‘com equilíbrio’

Nova xerife dos procuradores defende poder ‘sem abuso’ e atuação ‘com equilíbrio’

Elizeta Maria de Paiva Ramos, que tomou posse nesta quarta, 9, no cargo de corregedora-geral do Ministério Público Federal para o biênio 2019/20121, se compromete a executar trabalho 'com entusiasmo, responsabilidade, respeito e integrado aos ideais da instituição'

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

09 de outubro de 2019 | 17h12

Elizeta Maria de Paiva Ramos. Foto: PGR

A nova corregedora-geral do Ministério Público Federal, que tomou posse nesta quarta, 9, Elizeta Maria de Paiva Ramos, defendeu o uso do do poder ‘sem abuso ou de maneira deficiente’ e prometeu desenvolver um trabalho com ‘entusiasmo, responsabilidade, respeito e integrado aos ideais da instituição’.

A xerife da instituição destacou ‘a importância da função que assumiu no Ministério Público’ e se comprometeu a atuar ‘com equilíbrio’.

Elizeta Ramos leu um decálogo em que afirma a disposição de ‘aplicar as leis de forma crítica’, adotar como ‘compromissos fundamentais o direito e a Justiça, não apenas a lei’.

A corregedora foi empossada pelo procurador-geral, Augusto Aras, que pregou a ‘unidade institucional’ e o ‘diálogo permanente com todos os integrantes da carreira como forma de garantir o aprimoramento do Ministério Público Federal’.

“Meu primeiro compromisso é com o diálogo e creio que, com ele, faremos as transformações necessárias”, afirmou Aras.

Além de Elizeta, os subprocuradores-gerais Célia Regina Souza Delgado e Carlos Frederico Santos vão integrar a Corregedoria na condição de suplentes.

O procurador-geral enfatizou a importância da ‘integração entre os membros de todos os níveis da carreira’.

Ele assinalou a disposição de atuar de forma compartilhada para que o Ministério Público brasileiro ‘caminhe em busca de um país melhor’.

Aras disse que os procuradores devem valorizar a independência funcional, mas também buscar sempre a unidade, ‘que pode tornar ainda mais forte a instituição’.

“Para que, não apenas cumpramos a nossa vocação na titularidade da ação penal, mas todas as vocações que nos foram confiadas pelo constituinte de 1988 nas quais se inserem não somente, a educação, a saúde, a segurança pública, o meio ambiente, a defesa das minorias, os direitos e as garantias fundamentais, mas também nosso dever de buscar otimizar nossos recursos induzindo políticas públicas necessárias para o desenvolvimento econômico e social”, declarou.

Ao falar sobre a nova corregedora, o procurador-geral disse que Elizeta Ramos foi ‘construída’ para o cargo. Ele citou o ‘amplo conhecimento que a subprocuradora-geral tem da instituição, consequência de ter percorrido toda a carreira do Ministério Público Estadual do Amazonas e do Ministério Público Federal’.

“Ela conhece todo o Ministério Público brasileiro com todas as suas peculiaridades, com todos os seus Brasis que se encontram contidos neste país de dimensões continentais”, pontuou o procurador-geral, que é amigo de Elizete há muitos anos.

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