Nova pesquisa analisa a utilização de fungos na construção civil

Nova pesquisa analisa a utilização de fungos na construção civil

Renato Las Casas*

18 de abril de 2021 | 03h30

Renato Las Casas. FOTO: DIVULGAÇÃO

O avanço da ciência proporciona impactos para a nossa vida todos os dias. Diversas pesquisas exploram o uso de novas matérias-primas que possam substituir com eficiência materiais como plástico, tijolo, ferro, borracha, etc., com a vantagem de serem biodegradáveis, com custo mais baixo e sem impacto ambiental.

Pois são essas as características do material produzido à base de fungos por pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. No caso deste insumo, a expectativa é de que ele possa substituir plásticos, poliestireno expandido e outros materiais amplamente utilizados na construção civil, mas cuja produção envolve danos ao meio ambiente.

O fungo é “alimentado” dentro de moldes com materiais orgânicos como talos, bagaços e cascas. Quando ocupa todo o espaço desses moldes, ele é inativado, passando a ter uma utilização 100% segura. Algumas propriedades do produto chamam a atenção para as necessidades da construção civil. De acordo com os pesquisadores, o material é durável, leve, e mostra boa resistência ao calor e à umidade, além de alta capacidade de retenção acústica.

É muito positivo que sejam promovidos estudos como este. Eles contribuem bastante para o desenvolvimento do setor. Existem muitas pesquisas que resultam em avanços para a construção civil. E ainda há quem duvide da aplicabilidade desses materiais inovadores, mas os tijolos ecológicos, o revestimento sustentável e o bioconcreto estão aí, à disposição no mercado, sendo utilizados em larga escala.

A ideia nem sempre é de substituir totalmente o que já existe, mas ampliar o leque de produtos com grande potencial para a construção, obedecendo ao gosto e aos custos de quem quer levantar um empreendimento.

*Renato Las Casas, diretor comercial da Ecogranito

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